Quinta-feira, 18 de julho de 2024

Quinta-feira, 18 de julho de 2024

Voltar O ex-presidente do Supremo Ricardo Lewandowski não terá como resistir a um convite do presidente Lula para assumir o Ministério da Justiça, apostam petistas

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski não terá como resistir a um convite do presidente Lula para assumir o Ministério da Justiça, apostam petistas. Ainda assim, os mais próximos a Lewandowski ponderam motivos que podem atrapalhar os planos do governo de alçá-lo à sucessão de Flávio Dino, indicado para o Supremo.

Por exemplo, a família do ex-magistrado rejeita a ideia de ele assumir a pasta. Além disso, o próprio Lewandowski não esconde sua satisfação com o sentimento de liberdade após deixar a Corte.

E, para completar, no atual exercício da advocacia, assumiu grandes contratos que teria de abandonar para se tornar ministro. Mesmo assim, quem tem contato direto com Lewandowski diz que ele tem espírito público e poderá aceitar.

Lewandowski tem apoio até do favorito dos petistas para a Justiça, o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho. Para evitar constrangimentos, o advogado tenta conter a campanha do PT pela sua indicação. A amigos, afirma que está bem no seu escritório.

A indicação de Flávio Dino ao STF esvaziou a comitiva de deputados bolsonaristas para a posse do presidente eleito da Argentina, Javier Milei. A cerimônia é hoje, mesmo dia em que lideranças da direita convocaram um protesto para pressionar o Senado a rejeitar a ida do ministro da Justiça para a Corte.

Perfil

Bacharel em direito em 1973 pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, Lewandowski foi professor titular e vice-diretor daquela faculdade. Obteve os títulos de mestre e doutor em 1980 e 1982, respectivamente, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Além disso, possui o título de doutor Honoris Causa, o qual foi-lhe concedido pela Universidade Vila Velha.

Também é bacharel em Sociologia e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1971) e mestre em Relações Internacionais pela Fletcher School of Law and Diplomacy, adminsitrada em conjunto pela Tufts University e Harvard, com a dissertação International Protection of Human Rights: A study of the brazilian situation and the policy of the Carter Administration (1981).

Em 1994, com a tese Pressupostos Materiais e Formais da Intervenção Federal no Brasil, recebeu o título de livre-docente. Em 2003, com a tese Globalização, Regionalização e Soberania, venceu o concurso para Professor Titular do Departamento de Direito do Estado da USP após passar pela banca examinadora dos professores Maria Sylvia Zanella di Pietro (Presidente), Ada Pellegrini Grinover, Fernando Augusto de Albuquerque Mourão, Gabriel Cohn e Clèmerson Merlin Clève. Com isso, substituiu o Professor Titular aposentado Dalmo de Abreu Dallari. Ministra a disciplina Teoria Geral do Estado para o primeiro ano da graduação.

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