Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Voltar O Brasil vai produzir um medicamento antiviral para tratar o coronavírus

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou nesta quinta-feira (5) que assinou um acordo de cooperação com a farmacêutica MSD para a produção de um primeiro antiviral oral contra a covid.

O medicamento em questão é o Molnupiravir, aprovado para uso emergencial na última quarta-feira (4) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A reguladora havia recebido o pedido de uso do antiviral fabricado pela Merck/MSD em novembro de 2021.

A Fiocruz será responsável pela armazenagem, administração, rotulagem, embalagem, testagem, liberação, importação e fornecimento do medicamento para o Sistema Única de Saúde (SUS).

“O acordo prevê ainda a condução de ensaios clínicos, em parceria com a farmacêutica, para eventual uso em profilaxia de covid, e o início de estudos experimentais de análise da atividade do medicamento em outros vírus também endêmicos no Brasil, como dengue e chikungunya”, informou a fundação nesta quinta.

O Molnupiravir também recebeu aprovação da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), do Reino Unido, da Agência Reguladora Europeia (EMA) e da FDA (Food and Drug Administration), reguladora dos Estados Unidos. O medicamento está em uso em 17 países, segundo a Fiocruz.

De acordo com Hugo Nisenbom, presidente da MSD no Brasil, a empresa estava “conversando” com a Fiocruz desde o início de 2021 sobre uma possível parceria.

“Estamos felizes de darmos este primeiro passo para garantir o acesso à população brasileira a um medicamento eficiente que reduz significativamente as hospitalizações e 89% de redução da mortalidade”, disse. “Agora, daremos seguimento para que a fundação possa atender à demanda do Ministério da Saúde o mais rápido possível”.

Segundo a Anvisa, o medicamento é indicado para adultos que não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado de progressão da doença para casos graves e e cujas opções alternativas de tratamento aprovadas ou autorizadas pela Anvisa não são acessíveis ou clinicamente adequadas.

O Molnupiravir, conhecido internacionalmente pelo nome comercial de Lagevrio, é um antiviral; atua impedindo a replicação do coronavírus.

Limitações

O medicamento é de uso adulto, com venda sob prescrição médica.

Seu uso não é recomendado durante a gravidez, a amamentação e em mulheres que podem engravidar e que não estão usando contraceptivos eficazes. Segundo a Anvisa, isso acontece porque estudos de laboratório em animais mostraram que altas doses do medicamento podem afetar o crescimento e o desenvolvimento do feto.

A Agência também esclarece que o medicamento é contraindicado para o uso por mais de cinco dias, para início do tratamento em pacientes que necessitam de hospitalização devido à covid e como forma de profilaxia pré-exposição ou pós-exposição ao SARS-CoV-2.

Ainda segundo a entidade regulatória, o medicamento deve ser usado após a avaliação e a prescrição médica e ele não substitui as vacinas contra a covid.

“Esse é um medicamento de aplicação bastante específica, que demandará monitorização constante e que, portanto, não se trata de nenhuma panaceia de uso amplo e irrestrito no caso da pandemia de covid-19, onde a vacina se impõe como carro-chefe”, afirmou o diretor-presidente da Agência, Antônio Barra Torres.

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