Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Voltar O alerta de Lula na dura reunião sobre o caso Braskem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu nessa terça-feira (12) uma reunião de ministros e parlamentares de Alagoas, incluindo adversários políticos, para discutir o colapso da mina da Braskem em Maceió (AL).

No encontro, a portas fechadas no Palácio do Planalto, o petista fez um alerta sobre a instalação da CPI da Braskem, prevista para esta quarta (13): uma investigação no Congresso é sempre incerta.

“Uma CPI a gente sabe como começa, mas nunca como termina”, afirmou Lula, segundo relatos, evocando a máxima conhecida no mundo político.

Segundo participantes do encontro, o presidente disse que “nenhum governo gosta de CPI”. A preocupação no Planalto é o potencial desta CPI para gerar instabilidade política no Congresso. Ainda mais neste momento em que o governo precisa aprovar uma intensa pauta econômica no Senado e na Câmara.

Ficou entendido pelo grupo de autoridades alagoanas que o governo vai criar uma espécie de comitê para o caso Braskem. O comitê serviria, por exemplo, para dar assistência à população afetada e auxiliar no problema de déficit de moradia, já que habitantes da área afetada tiveram que ser removidos.

Na prática, o presidente expôs seu descontentamento com o início da CPI, que foi articulada por um aliado do governo, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), pai do ministro dos Transportes, Renan Filho. Calheiros deve assumir a relatoria do colegiado, enquanto o senador Omar Aziz (PSD-AM) é cotado para a presidência, o que repetiria a escalação da CPI da Covid. Apesar da resistência do Executivo, o PT teve de se posicionar e indicou para o colegiado, como integrante titular, o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

A CPI da Braskem era mal vista no governo pelo potencial de expor a Petrobras, acionista da petroquímica.

De acordo com uma fonte que esteva no encontro, Lula tentou fazer uma “reunião de consenso”. Mas o clima, como esperado, foi tenso por reunir rivais políticos como Calheiros e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Também estavam presentes à reunião o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), aliado de Renan; o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), do grupo político de Lira, e outros parlamentares.

Lula afirmou no encontro o setor petroquímico é relevante para o País e gera empregos. Ainda assim, reconheceu que as responsabilidades sociais e ambientais da Braskem pelo rompimento da mina precisam ser apuradas e eventualmente punidas.

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