Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Voltar Número de casos de dengue registra um aumento de 28,2% em Porto Alegre

O Boletim Semanal sobre Arboviroses divulgado nesta terça-feira (19) pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde) informa a confirmação de 1.236 casos autóctones da doença em Porto Alegre em 2022. Os dados estão sujeitos à revisão e incluem informação até o dia 16, refletindo um aumento de 28,2% no número de casos confirmados em relação ao Boletim de 12/4.

No total, foram notificadas para a Vigilância Epidemiológica da SMS 1.880 suspeitas de dengue entre moradores da Capital, dos quais 1.264 (67,2%) foram confirmados. Desses, 1.236 foram contraídos no município e 28 são importados, ou seja, as pessoas foram infectadas fora de Porto Alegre.

Em relação à chikungunya, no mesmo período foram notificados seis casos suspeitos entre moradores de Porto Alegre, sendo um confirmado, quatro descartados e um ainda aguardando resultado de exame laboratorial. Foram realizadas duas notificações de suspeita de zika, ambas descartadas em exames laboratoriais.

Além da confirmação dos casos, o Boletim da Semana Epidemiológica 15, o quinto deste ano, traz dados sobre a infestação do mosquito Aedes aegypti, resultantes do monitoramento do Aedes feito pela prefeitura.

Nesta semana, 20 bairros apresentam alta infestação do vetor, dez estão em situação de alerta, oito bairros apresentaram infestação moderada e um, infestação baixa. O número de bairros com infestação alta apresentou queda em relação à semana anterior, quando eram 29.

Os casos da doença são registrados em todas as regiões da cidade, com prevalência para o distrito sanitário Leste, com 630 casos autóctones. Os dados estão sujeitos à revisão em virtude da permanente qualificação e podem ser conferidos no Painel de Casos de Dengue, Zika e Chikungunya, neste link.

As regiões da cidade com casos confirmados têm sido foco de ações intersetoriais coordenadas pela Unidade de Vigilância Ambiental da SMS, com orientação e eliminação de criadouros pelos Agentes de Combates de Endemias.

Também o suporte do DMLU no auxílio ao recolhimento de lixo e entulhos em terrenos baldios, com foco nas áreas de maior número de casos e infestação, além de busca ativa de casos suspeitos da doença.

Em virtude do alto número de casos, associado à alta infestação do vetor na cidade, a diretora da DVS, Fernanda Fernandes, alerta para a importância da comunidade se engajar nas ações, seja em cuidados em pátios e residências, evitando manter objetos que possam acumular água, transformando-se em criadouros do mosquito transmissor da dengue, seja no atendimento aos agentes de combate a endemias que estão em atuação na cidade, especialmente nas áreas de confirmação de casos. “São 69 agentes, que atuam em duplas ou maior número. Todos estão identificados”, enfatiza Fernanda Fernandes.

Também são recomendadas medidas de proteção individual e domiciliares, como uso de repelente corporal e elétrico, utilização de telas mosqueteiras em aberturas como portas e janelas, bem como o uso de roupas com mangas compridas e calças compridas.

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