Domingo, 03 de julho de 2022

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Voltar Nova embaixadora americana no Brasil diz que eleições brasileiras serão justas por conta das instituições democráticas

A diplomata Elizabeth Bagley, indicada pelo presidente Joe Biden para ser embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, disse nesta quarta-feira (18) que acredita que as eleições brasileiras serão justas por conta das instituições democráticas do País.

“Eles têm instituições democráticas, têm um sistema eleitoral democrático, um judiciário e um legislativo independentes. Têm liberdade de expressão, assembleias. Eles têm todas as instituições democráticas que precisam para promover eleições livres e justas”, disse Elizabeth a senadores dos EUA.

Nesta quarta, o comitê de Relações Internacionais do Senado americano sabatinou a diplomata ao lado de outros indicados para chefiar outras delegações internacionais. Durante a audiência, ela foi questionada sobre as eleições no Brasil e meio ambiente.

O senador Robert Menendez, presidente do comitê, perguntou à indicada a embaixadora em Brasília sobre os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro e o que ela poderia fazer para se certificar de que as eleições no Brasil correriam bem.

“Bolsonaro disse várias coisas, mas o Brasil é uma democracia”, afirmou a diplomata.

“Eu atuo no Instituto Democrático Nacional por mais de 30 anos. Eu já monitorei muitas eleições e sei que não será um momento fácil por causa de muitos dos comentários dele, mas apesar desses comentários, está a realidade histórica das instituições. Eu acho que o que vamos continuar a fazer é mostrar a nossa confiança e a nossa expectativa de que eles vão ter uma eleição livre e justa” disse Elizabeth.

Meio ambiente

A diplomata disse que a maior responsabilidade dela no Brasil, se for confirmada no cargo, vai ser trabalhar junto com o governo brasileiro para que o pais cumpra as metas de combate ao desmatamento da Amazônia.

Ela disse que o governo Bolsonaro não está trabalhando par alcançar os compromissos de desmatamento anunciados pelo Brasil no ano passado, na conferencia do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em Glasgow, a maior cidade da Escócia.

Ela disse ainda que uma das prioridades dela no cargo vai ser encorajar esforços para proteger os defensores da floresta e processar os crimes ambientais e atos de violência relacionados a esses crimes.

Elizabeth Bagley já atuou como embaixadora dos EUA em Portugal e, atualmente, é dona e diretora de uma empresa de telefonia celular no Estado norte-americano do Arizona.

“Sua experiência diplomática inclui serviço como conselheira sênior dos Secretários de Estado John Kerry, Hillary Clinton, e Madeleine Albright. Ela também serviu como representante especial para a Assembleia Geral das Nações Unidas, representante especial para Parcerias Globais, e embaixadora dos EUA em Portugal”, disse a Casa Branca em um comunicado.

“No início de sua carreira, a sra. Bagley trabalhou com o Departamento de Estado e Congresso para os Tratados do Canal do Panamá, foi assistente especial para os Acordos de Camp David e auxiliou nas conexões com o Congresso para a Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa (Acordos de Helsinki) em Madri, Espanha. A sra. Bagley é Bacharel na Regis College, Weston, Massachusetts, e Doutora em Direito pelo Centro de Direito da Universidade de Georgetown”, prossegue o currículo.

A Casa Branca também anunciou três novos indicados para chefiar embaixadas:

— Jane Hartley, indicada a embaixadora no Reino Unido;

— Alexander Laskaris, indicado a embaixador na República do Chade;

— Alan Leventhal, indicado a embaixador na Dinamarca.

Segundo reportagem do jornal norte-americano The Wall Street Journal, Elizabeth, Harley e Leventhal são também grandes financiadores da campanha à Casa Branca do presidente Biden.

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