Segunda-feira, 13 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 12 de abril de 2026
Nos primeiros meses de 2026, os gastos com educação, transporte e alimentação foram os que mais impactaram o orçamento das famílias brasileiras.
A conta de luz, o gás e o reajuste das mensalidades escolares contribuíram para essa pressão financeira. Suelen Silveira, administradora, relatou que seu marido, que sempre ia trabalhar de carro, agora utiliza transporte público pelo menos duas vezes por semana devido ao aumento dos custos com gasolina. ‘O gasto com gasolina aumentou muito, muito’, afirmou.
O índice oficial de inflação, o IPCA, indica que o ano começou com pressão sobre itens essenciais. Um mapa de calor revela que os preços dos alimentos e bebidas estavam comportados no início do ano, mas aceleraram em março, contribuindo para o aumento da inflação. O custo dos transportes mais que dobrou devido à alta dos combustíveis, enquanto os gastos com educação estabilizaram após o período de matrículas e compras de materiais escolares.
A saúde apresentou um peso constante sobre o custo de vida, mas não teve variações significativas. Otto Nogami, professor de economia do Insper, explicou que a guerra no Oriente Médio impacta a inflação no Brasil, especialmente devido à alta do petróleo, que encarece combustíveis, transporte e alimentos. ‘O nosso volume de produção de petróleo é bem superior ao que consumimos, mas não temos refinarias, então precisamos exportar o óleo bruto e importar o derivado’, disse.
Com a inflação em alta, a família Silveira decidiu não viajar em 2026. Suelen comentou: ‘Hoje, eu ganho mais do que em 2024 e 2025, mas não consigo comprar o que comprava em 2024. O meu dinheiro, embora tenha aumentado, ao mesmo tempo diminuiu, porque não consigo adquirir as mesmas coisas’.
O cenário econômico se agrava com os reajustes típicos do início do ano, que incluem reposição de estoques e retomada da produção industrial. A situação é preocupante, especialmente com a guerra no Oriente Médio afetando os preços globais.
Inflação
A inflação oficial do Brasil acelerou em março e foi puxada principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% no mês, acima da taxa registrada em fevereiro, que havia sido de 0,70%, segundo dados divulgados pelo IBGE na sexta-feira (10). No acumulado de 2026, o índice já soma alta de 1,92%. Em 12 meses, a inflação está em 4,14%.
Os principais impactos no mês vieram dos grupos de transportes e alimentação, que juntos responderam pela maior parte do resultado.
O grupo Transportes registrou alta de 1,64%, com destaque para os combustíveis. A gasolina teve aumento de 4,59%, enquanto o óleo diesel subiu 13,90%. Já o grupo Alimentação e bebidas avançou 1,56%, com alta em itens como tomate, cebola, batata, leite e carnes.
Entre as regiões pesquisadas, a maior alta foi registrada em Salvador, com variação de 1,47%, influenciada principalmente pelos preços da gasolina e das carnes. Já a menor variação ocorreu em Rio Branco, com 0,37%, impactada pela queda nos preços da energia elétrica e das frutas. (As informações são do g1 e ND+)
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