Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Voltar “Nós não vamos permitir em hipótese nenhuma”, diz o ministro da Defesa José Múcio sobre a Venezuela usar território brasileiro para invadir a Guiana

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse nesta segunda-feira (11), que o Exército não vai permitir “em hipótese nenhuma” que o governo venezuelano entre em território brasileiro para invadir a Guiana.

“Eles só chegarão pela Guiana se passassem pelo território brasileiro, e nós não vamos permitir em hipótese nenhuma”, afirmou o ministro da Defesa.

Conforme o chefe da Defesa, uma outra hipótese avaliada pela pasta seria a de uma invasão marítima, mas que é dificultada pela geografia da região da Guiana Essequiba, que é composta por florestas densas.

A intenção do governo Lula de impedir o uso do território brasileiro como local de passagem para um eventual tentativa da Venezuela de invadir a Guiana cria uma dificuldade logística para as tropas de Nicolás Maduro por conta das características da região.

Múcio afirmou, no entanto, que o Brasil não irá se envolver em um eventual conflito. O ministro admitiu que as Forças Armadas brasileiras vão reforçar seu efetivo em Roraima, próximo a fronteira com Guiana e Venezuela. Ele alegou que o reforço de veículos do Exército para a região já era algo planejado pelo governo federal, mas que foi acelerado para evitar “qualquer problema” na tensão diplomática que existe na região.

“O Brasil não vai se envolver em hipótese nenhuma. O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] dá consciência disso e nós já reforçamos. Já era ideia nossa reforçar Roraima porque Roraima tem o problema dos índios, problema dos garimpeiros, problema de drogas, problema de todo mundo. Evidentemente, que precipitamos e estamos aumentando o contingente lá em um tempo mais curto para evitar qualquer problema”, disse o ministro da Defesa.

Após um telefonema de Lula para o chefe venezuelano, ficou marcado para esta quinta-feira (14), um encontro entre Maduro e o presidente guianense, Irfaan Ali, na ilha caribenha de São Vicente e Granadinas. O governo federal escalou para a reunião o o chefe da assessoria especial da Presidência, Celso Amorim.

O Exército enviou 20 blindados para o Estado de Roraima após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciar a vitória do plebiscito que chancela as suas pretensões de anexar o território da Guiana. Os veículos partiram do Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.

A Venezuela reivindica o controle de Essequibo, que equivale a 70% do território da Guiana. A região é rica em petróleo e virou objeto de longa disputa entre os dois países. Na última semana, Maduro anunciou a criação da zona de defesa integral da Guiana Essequiba e nomeou um general como “única autoridade” da área.

Ele também ordenou a publicação e divulgação nas escolas e universidades do país de um novo mapa da Venezuela, que inclui a Guiana Essequiba como parte do território venezuelano.

Um referendo realizado no começo deste mês aprovou medidas que podem levar à anexação do território. As cinco perguntas do referendo foram aprovadas por mais de 95% dos eleitores, segundo a autoridade eleitoral do país.

 

Voltar “Nós não vamos permitir em hipótese nenhuma”, diz o ministro da Defesa José Múcio sobre a Venezuela usar território brasileiro para invadir a Guiana

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse nesta segunda-feira (11), que o Exército não vai permitir “em hipótese nenhuma” que o governo venezuelano entre em território brasileiro para invadir a Guiana.

“Eles só chegarão pela Guiana se passassem pelo território brasileiro, e nós não vamos permitir em hipótese nenhuma”, afirmou o ministro da Defesa.

Conforme o chefe da Defesa, uma outra hipótese avaliada pela pasta seria a de uma invasão marítima, mas que é dificultada pela geografia da região da Guiana Essequiba, que é composta por florestas densas.

A intenção do governo Lula de impedir o uso do território brasileiro como local de passagem para um eventual tentativa da Venezuela de invadir a Guiana cria uma dificuldade logística para as tropas de Nicolás Maduro por conta das características da região.

Múcio afirmou, no entanto, que o Brasil não irá se envolver em um eventual conflito. O ministro admitiu que as Forças Armadas brasileiras vão reforçar seu efetivo em Roraima, próximo a fronteira com Guiana e Venezuela. Ele alegou que o reforço de veículos do Exército para a região já era algo planejado pelo governo federal, mas que foi acelerado para evitar “qualquer problema” na tensão diplomática que existe na região.

“O Brasil não vai se envolver em hipótese nenhuma. O presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] dá consciência disso e nós já reforçamos. Já era ideia nossa reforçar Roraima porque Roraima tem o problema dos índios, problema dos garimpeiros, problema de drogas, problema de todo mundo. Evidentemente, que precipitamos e estamos aumentando o contingente lá em um tempo mais curto para evitar qualquer problema”, disse o ministro da Defesa.

Após um telefonema de Lula para o chefe venezuelano, ficou marcado para esta quinta-feira (14), um encontro entre Maduro e o presidente guianense, Irfaan Ali, na ilha caribenha de São Vicente e Granadinas. O governo federal escalou para a reunião o o chefe da assessoria especial da Presidência, Celso Amorim.

O Exército enviou 20 blindados para o Estado de Roraima após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciar a vitória do plebiscito que chancela as suas pretensões de anexar o território da Guiana. Os veículos partiram do Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.

A Venezuela reivindica o controle de Essequibo, que equivale a 70% do território da Guiana. A região é rica em petróleo e virou objeto de longa disputa entre os dois países. Na última semana, Maduro anunciou a criação da zona de defesa integral da Guiana Essequiba e nomeou um general como “única autoridade” da área.

Ele também ordenou a publicação e divulgação nas escolas e universidades do país de um novo mapa da Venezuela, que inclui a Guiana Essequiba como parte do território venezuelano.

Um referendo realizado no começo deste mês aprovou medidas que podem levar à anexação do território. As cinco perguntas do referendo foram aprovadas por mais de 95% dos eleitores, segundo a autoridade eleitoral do país.

 

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Deixe seu comentário
  • Ouça ao vivo

No Ar: Show Da Madrugada