Domingo, 11 de outubro de 2026

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Voltar No retorno do horário eleitoral gratuito, Lula defende o fim da escala de trabalho 6×1 e diz que adversário vai cortar investimentos em áreas essenciais; Flávio cita reajuste do Bolsa Família

Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estrearam na sexta-feira (9) no horário eleitoral do segundo turno com propostas sobre programas sociais e direitos trabalhistas. Após a campanha petista questionar a continuidade dos benefícios em um eventual governo do PL, Flávio prometeu manter e reajustar o Bolsa Família, além de preservar o Minha Casa Minha Vida e o Farmácia Popular.

“Eu vou manter e reajustar o Bolsa Família. E quem tem emprego não perde o benefício”, afirmou o senador, que também propôs criar o Ministério da Prosperidade, voltado à qualificação profissional, ao crédito e ao empreendedorismo. Entre outras medidas, anunciou recursos adicionais para o SUS, voucher-creche e ações para reduzir o endividamento das famílias.

Na segurança pública, defendeu classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas, construir cinco presídios federais de segurança máxima e acabar com as saídas temporárias de presos.

Já a campanha de Lula recuperou notícias sobre cortes de recursos para programas sociais, educação e serviços públicos durante o governo Jair Bolsonaro. Um vídeo criticou a política de armas do bolsonarismo, enquanto outra peça atacou a proposta de Flávio de promover um “tesouraço” nos gastos públicos.

Na televisão, Lula prometeu ampliar investimentos em educação, construir universidades e institutos federais, manter o Bolsa Família e universalizar o Pé-de-Meia. Também defendeu a valorização do salário mínimo acima da inflação e o fim da escala 6×1.

A propaganda petista associou Flávio ao risco de perda de direitos previdenciários e trabalhistas. A acusação sobre aposentadorias, porém, contrasta com declarações anteriores do senador, que afirmou defender reajustes dos benefícios acima da inflação.

A escala 6×1 também foi alvo de divergências. Enquanto o governo busca avançar com uma proposta de redução da jornada semanal, Flávio critica a iniciativa e defende um modelo flexível, sem antecipar como votaria o texto em análise no Congresso. (Com informações do jornal O Globo)

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