Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

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Voltar Nas redes, políticos repercutem tentativa de insurreição golpista em Brasília

Na tarde de domingo (8), manifestantes bolsonaristas invadiram os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, quebrando vidraças e causando danos, em uma tentativa de insurreição contra o governo Lula, que tomou posse no começo de 2023.

O presidente Lula se pronunciou no final da tarde de domingo. A assessoria do presidente transcreveu partes de seu discurso no Twitter. Durante o discurso, Lula anunciou uma intervenção federal no governo do Distrito Federal, e pediu que insurreicionistas sejam responsabilizados legalmente.

“Aproveitaram o silêncio do domingo, quando ainda estamos montando o governo, para fazer o que fizeram. E vocês sabem que existem vários discursos do ex-presidente estimulando isso. E isso também é responsabilidade dele e dos partidos que sustentaram ele”, disse o presidente.

O ministro da Justiça Flávio Dino usou o Twitter para criticar a insurreição e disse que o governo do Distrito Federal irá agir. “Essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer. O Governo do Distrito Federal afirma que haverá reforços. E as forças de que dispomos estão agindo. Estou na sede do Ministério da Justiça”, publicou Flávio Dino.

Horas após o começo da insurreição, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), se manifestou pelo Twitter. Em uma thread, Lira disse que os responsáveis pelos atos golpistas serão identificados e punidos.
“O Congresso Nacional jamais negou voz a quem queira se manifestar pacificamente. Mas nunca dará espaço para a baderna, a destruição e vandalismo”, escreveu Arthur Lira no microblog.

O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) pediu que os golpistas fossem responsabilizados e presos. “PM do DF permitiu absurdamente a entrada de bolsonaristas no Congresso Nacional e a aproximação ao Palácio do Planalto. Os golpistas, com ou sem farda, têm que ser responsabilizados e presos!”, pontuou Guilherme Boulos.

Já o deputado André Janones (AVANTE-MG) afirmou que alguns parlamentares fazem parte de grupos e canais dos insurreicionistas, e pediu a cassação de seus mandatos. “Tem parlamentar eleito que, apesar de não ter tomado posse ainda, já foi diplomado e que está em grupos de aplicativos de mensagens incentivando os atos terroristas. Como Deputado digo a vocês que não toleraremos bandidos travestidos de parlamentares no Congresso. Serão cassados”, postou André Janones no Twitter.

Sérgio Moro, senador eleito em 2022 pelo União Brasil (partido que possui 2 ministros no governo Lula), ex-juiz e ex-ministro da Justiça, apoiou os manifestantes e criticou a “repressão” do governo Lula contra os golpistas.

“O novo Governo Lula iniciou mais preocupado em reprimir protestos e a opinião divergente do que em apresentar resultados. De volta o loteamento político irrestrito de ministérios e estatais. Tudo em prol de uma misteriosa “reconstrução” sem qualquer rumo. Não é um bom começo”, disse Sergio Moro em sua rede social.

O deputado Bibo Nunes (PL-RS) também se posicionou de maneira favorável aos manifestantes, dizendo que a “voz do povo é soberana e deve ser respeitada! O Ministro da Justiça, que ameaçou o povo, deve pedir demissão imediatamente. Quem tem o mínimo de bom senso deve concordar”.

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