Quarta-feira, 29 de maio de 2024

Quarta-feira, 29 de maio de 2024

Voltar “Não vamos aceitar”, diz Eduardo Paes sobre cobrança de criminosos para liberar obras no Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que vai seguir fazendo denúncias e não vai aceitar a atuação de organizações criminosas que cobram dinheiro de empreiteiras para liberar obras na cidade.

“O território da cidade é do cidadão de bem, e a única força que existe é a força do Estado. Não pode ter nenhum grupelho de ‘vagabundos’ achando que vai impor sua força, a sua lei e as suas regras em qualquer área do território da cidade, seja ele miliciano ou traficante”, declarou o prefeito nesta quarta-feira (10).

Na terça (9), Paes usou as redes sociais para denunciar que bandidos teriam pedido R$ 500 mil diretamente à empreiteira responsável pela construção do Parque Piedade, na zona norte da capital fluminense, como condição para que as obras continuassem. O valor total da obra é de R$ 65 milhões.

Na publicação, o prefeito carioca pede ajuda à Polícia Federal e ao ministro interino da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, que também usou as redes sociais para responder.

“Temos recebido relatos iguais de outros prefeitos do Rio, infelizmente. O crime organizado destrói a economia e o desenvolvimento. A empreiteira não pode pagar nada, é inaceitável este estado paralelo. Vamos para cima destes bandidos”, afirmou Cappelli.

Questionado por mais informações sobre qual era a organização criminosa que fez a cobrança, Paes afirmou não saber, disse que a denúncia já foi formalizada à Polícia Federal e frisou que cabe à PF investigar o caso.

“Não vamos aceitar isso, mas aí é papel da polícia justamente investigar. A Prefeitura não dispõe de instrumentos pra fazer essa investigação. Esse é um trabalho que compete à Polícia Civil e à Polícia Federal”, concluiu.

Operação Dinastia
No mês passado, investigações da operação Dinastia II, realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Rio mostraram que a milícia chefiada por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, cobrava taxas do setor da construção civil. Grandes empreiteiras eram obrigadas a pagar por obras em andamento e até mesmo por obras da prefeitura do Rio.

Segundo o MP, as cobranças eram mensalmente colocadas em planilhas. Somente em fevereiro de 2023, o grupo criminoso teria arrecadado mais de R$ 308 mil com a cobrança das taxas. Com o intuito de ocultar e dissimular a natureza, origem e a localização do dinheiro ilícito, os criminosos usavam várias contas para recebimento e circulação dos valores obtidos por meio de extorsões.

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