Sexta-feira, 21 de junho de 2024

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Voltar “Não sou tão burro”, diz o técnico do Inter ao falar da temporada 2023

O técnico Eduardo Coudet continua sem assegurar sua permanência no Internacional em 2024, mesmo após a vitória sobre o Botafogo no Brasileirão. Reforçou a amizade que mantém com o presidente Alessandro Barcellos, candidato à reeleição, que o “sequestrou” ao trazê-lo de volta no meio do ano. Além disso, avaliou o trabalho realizado, acreditando que resultou em uma evolução “notável”.

À sua maneira, o argentino interrompeu as perguntas para expressar seu ponto de vista e, posteriormente, ouvir a continuação da entrevista. O foco principal da coletiva foi sua visão sobre o segundo semestre no Beira-Rio e suas intenções para a próxima temporada. Coudet desviou da resposta direta e preferiu destacar que há base para fortalecer o grupo, independentemente do resultado das eleições no final de semana.

“Sempre falei que gosto muito do clube, tenho muitos amigos aqui. Gosto da torcida, da pressão. Sempre disse o mesmo. Não falarei antes da eleição. Conheço muito o clube. Obviamente que o pessoal que está hoje ou a intenção ao futuro, quanto investimento e o que há. Não conheço tanto o lado do Roberto, mas acho que o Inter tem a intenção de melhorar e a qualidade que pode conseguir com o investimento para melhorar o grupo”, disse Coudet.

A relação com o presidente Alessandro Barcellos foi novamente abordada. Enquanto o futuro permanece incerto, a contratação recebeu uma declaração. Coudet explicou que não teve outra alternativa senão aceitar a investida para contribuir com o Internacional.

“Não vou falar neste momento. Quando o presidente foi a minha casa, a primeira coisa que fiz foi mandar uma mensagem ao Mano. Ele disse que estava certo e estava fora”, disse o treinador.

“Vieram e não me contrataram, mas me sequestraram. Fui o primeiro treinador que assinou um contrato 0h45 e tinha um voo às 14h a Porto Alegre. Não foi uma contratação, mas um sequestro”, completou o técnico.

O argentino voltou a criticar parte da imprensa, embora tenha apostado uma vez mais no discurso que não acompanha o que sai na mídia. Coudet tratou de valorizar o que construiu. Principalmente a campanha que levou até a semifinal da Libertadores.

“Se vende tanta m*. Não sou tão burro. A ilusão era zero e ficamos iludidos com a participação importante. Somos um grupo muito bom, mas às vezes vocês falam que faltam nove jogadores. Eles seriam titulares em tal equipe. Que bom, mas quando troquei nove não ganhamos de ninguém”, disse o comandante colorado.

Coudet agora volta à Argentina para aproveitar as férias com a família. Esperará o resultado da eleição, marcada para sábado (09), e depois definir o futuro. O Inter se reapresenta na primeira semana de janeiro.

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