Quinta-feira, 19 de maio de 2022

Quinta-feira, 19 de maio de 2022

Voltar Na reta final da campanha eleitoral na França, líderes europeus aumentam campanha pela reeleição de Emmanuel Macron

A poucos dias da eleição presidencial na França, o atual ocupante do Palácio do Eliseu, Emmanuel Macron, recebeu o apoio de três líderes de esquerda europeus, que, em carta aberta, defenderam o voto pela sua reeleição e chamaram a disputa com Marine Le Pen de uma escolha entre “um candidato democrático” e uma “candidata de extrema-direita, que se coloca abertamente do lado daqueles que atacam a nossa liberdade e a nossa democracia”.

No texto, publicado em veículos europeus, António Costa, premiê de Portugal, Pedro Sánchez, da Espanha, e Olaf Scholz, chanceler alemão, dizem que o segundo turno na França não pode ser tratado como algo normal pelos europeus, que “a escolha que o povo francês enfrenta é crucial – para a França e para cada um de nós na Europa”.

“Precisamos da França do nosso lado. Uma França que foi uma e outra vez um farol de democracia e da fraternidade para a Europa e o mundo. A nação que acolheu os nossos exilados que fugiam das ditaduras de Franco e Salazar. Uma França que defende a justiça contra líderes não democráticos como Putin”, afirmam os líderes.

Eles apontam para os laços entre forças da extrema direita europeia, incluindo Le Pen, com o governo da Rússia, afirmando que o presidente Vladimir Vladimirovich Putin é visto “como uma referência ideológica e política”, e que algumas de suas posições, como as relacionados à perseguição aos imigrantes, são replicadas no continente.

“Não devemos esquecer isso, independentemente de quanto esses políticos tentem distanciar-se do agressor russo”, defendem, lembrando ainda dos impactos que a guerra da Ucrânia está produzindo no país do Leste Europeu e em todo o continente. No debate da última quarta (20), Macron acusou sua rival de “depender do poder russo”, apontando para laços próximos de sua sigla, o Reunião Nacional, com o Kremlin e com o próprio Putin.

A iniciativa é uma das mais contundentes, se não a mais intensa, no campo europeu em apoio a Macron, candidato do centrista A República Em Marcha, e que é um dos grandes defensores de uma União Europeia coesa, ao contrário de Le Pen, que embora hoje diga que não tem a intenção de deixar o bloco, quer reavaliar as relações da França com Bruxelas.

Outro a sair em defesa de Emmanuel Macron foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a se encontrar com Macron em novembro do ano passado, em recepção no Palácio do Eliseu. Nesta quinta (21), em uma série de publicações em francês e em português, Lula destacou que sempre viu a França como um parceiro estratégico, e afirma que os impactos da eleição no país vão “muito além de suas fronteiras”.

“O futuro da democracia está em jogo na Europa e no mundo. Neste momento decisivo, confiamos que defensores da liberdade, da igualdade e dos Direitos Humanos para todos se unam em torno do candidato que melhor encarna os valores democráticos e humanistas”, escreveu Lula, marcando a conta de Macron e da campanha dele no Twitter.

Segundo pesquisa do instituto Ipsos, feita logo depois do debate de quarta, Macron subiu um ponto percentual, chegando a 57,5%, contra 42,5% de Le Pen. Contudo, a sondagem aponta que a participação não deve passar de 75%, em grande parte por conta dos eleitores do candidato de esquerda Jéan-Luc Melenchon, da França Insubmissa, que no primeiro turno obteve 22% dos votos e ficou na terceira posição.

Pelos números do Ipsos, 48% deles não escolheram em qual dos dois nomes podem votar – pesquisas internas do França Insubmissa mostraram que até 66% dos eleitores da sigla poderiam se abster ou anular seus votos neste domingo (24). Entre os que se decidiram, 34% devem votar em Macron e 18% em Le Pen. Por fim, a sondagem mostra que 90% dos eleitores dizem que estão decididos em relação às suas escolhas nas urnas.

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