Quinta-feira, 02 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 2 de abril de 2026

Ampliação das faixas de renda e dos tetos de imóveis reposiciona a habitação econômica como motor do setor imobiliário e fortalece a estratégia da MRV, líder nacional no segmento.
As recentes mudanças aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) inauguram uma nova etapa para o mercado habitacional brasileiro. A ampliação dos limites de renda das famílias atendidas e a elevação dos valores dos imóveis financiáveis devem beneficiar cerca de 6 milhões de famílias, expandindo o acesso à casa própria em condições mais atrativas de financiamento.
Para a MRV, líder nacional em habitação econômica e principal operadora do programa, o novo desenho reforça uma estratégia já consolidada. “Isso tem um impacto social significativo e fortalece o mercado habitacional, ao destravar uma demanda que antes estava reprimida por falta de enquadramento”, afirma Sergio dos Anjos, diretor comercial da MRV na região Sul. Segundo ele, as mudanças têm caráter sistêmico e impactam toda a cadeia do setor imobiliário.
No Rio Grande do Sul, a companhia possui quase 1,5 mil unidades disponíveis, distribuídas em cidades como Porto Alegre, Gravataí, Canoas, Viamão, São Leopoldo, Caxias do Sul e Novo Hamburgo. Do estoque atual, 66% estão nas faixas 1 e 2, que concentram famílias de menor renda. Com a expansão do programa, cerca de 200 unidades migraram da faixa 2 para a faixa 1, representando 900 unidades disponíveis. Já nas faixas 3 e 4, mais de 500 unidades estão à disposição, ampliando o leque de opções para diferentes perfis de compradores.
As novas regras permitem que parte da população migre para faixas com condições mais vantajosas de financiamento, como juros menores e subsídios maiores. Na prática, isso amplia o universo de compradores elegíveis e aumenta a demanda potencial por habitação econômica, inclusive a partir da reclassificação de famílias que antes estavam fora do programa ou enquadradas em condições menos favoráveis.
De acordo com Sergio dos Anjos, as mudanças recentes ampliam o público elegível principalmente nas faixas 3 e 4, onde houve incremento no teto máximo de financiamento. “Embora as faixas 1 e 2 não ampliem o público em termos regulatórios, clientes deste perfil terão ganho médio com melhores condições de crédito. Já as faixas 3 e 4 concentram o principal vetor de expansão, tanto pela entrada de novos clientes anteriormente fora do programa quanto pelo aumento significativo da capacidade de financiamento por cliente, especialmente na faixa 4”, explica.
Esse novo cenário tende a acelerar a dinâmica de vendas da companhia, que já opera com cerca de 40 mil vendas líquidas por ano no país. A MRV projeta que o movimento incentive lançamentos e investimentos em habitação popular, além de ampliar o potencial de absorção do estoque disponível. A presença nacional da empresa, com 270 canteiros de obras em 22 estados e 28 núcleos regionais, garante escala e previsibilidade. Aproximadamente 1 em cada 100 brasileiros vive em um imóvel construído pela MRV, o que evidencia o impacto da companhia na redução do déficit habitacional.
As mudanças no MCMV também reposicionam o mercado. A faixa 1 passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 3.200, ante o limite anterior de R$ 2.850. A faixa 2 foi ampliada de R$ 4.700 para R$ 5 mil, enquanto a faixa 3 sobe de R$ 8.600 para R$ 9.600 e a faixa 4 passa de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Os tetos de valor dos imóveis também foram elevados: na faixa 3, o limite passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto na faixa 4 sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Esse novo desenho regulatório fortalece a previsibilidade do segmento econômico e reposiciona a habitação popular como motor do setor imobiliário. Para a MRV, o impacto é direto: maior absorção do estoque, aceleração das vendas e expansão do público elegível. Mais do que números, trata-se de uma mudança estrutural que amplia o acesso à moradia e reforça o papel da empresa como protagonista na construção de um mercado habitacional mais inclusivo e dinâmico. (por Gisele Flores – Gisele@pampa.com.br)
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