Quarta-feira, 18 de março de 2026

Quarta-feira, 18 de março de 2026

Voltar Ministro do Supremo André Mendonça prorroga o inquérito do caso Master por 60 dias após pedido da Polícia Federal

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (18) a prorrogação do inquérito do caso Master por 60 dias. O magistrado atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal), que solicitou a prorrogação nesta terça-feira (17).

Na decisão de prorrogação, Mendonça afirma que a Polícia Federal solicitou a medida para a “realização de diligências reputadas imprescindíveis” para que os fatos em apuração sejam esclarecidos. Os investigadores têm afirmado que ainda há muito material a ser analisado e periciado.

Eles se referem a documentos, computadores e celulares apreendidos durante as fases da Operação Compliance Zero, que apura o esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Os policiais investigam a fabricação de carteiras de crédito falsas e o desvio de recursos para o patrimônio pessoal dos envolvidos. As apurações apontam que o esquema gerou prejuízos que podem ultrapassar os R$ 12 bilhões.

Em novembro de 2025, foi deflagrada a primeira fase da Compliance Zero. Na ocasião, foram expedidos mandados contra a cúpula do Banco Master, incluindo o presidente Daniel Vorcaro.

A justiça também determinou o afastamento do presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, sob suspeita de que o banco público teria injetado bilhões no Master em operações fraudulentas.

Em janeiro de 2026, uma nova fase da operação foi realizada, com foco no rastreamento do dinheiro e na recuperação de ativos. Nesse momento, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.

Além disso, foram realizados 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Vorcaro e seus familiares. Entre os itens apreendidos, estavam carros de luxo dinheiro em espécie.

Em março deste ano, na fase mais recente, foi revelada uma estrutura de coerção e infiltração em órgãos reguladores. A PF identificou um grupo chamado “A Turma”, que seria uma milícia privada utilizada para monitorar e intimidar adversários e jornalistas que investigavam o banco.

Servidores do Banco Central foram alvos da operação por supostamente atuarem como “consultores privados” de Vorcaro, antecipando informações e facilitando processos regulatórios em troca de propina.

Diante disso, Daniel Vorcaro foi preso novamente, e o STF determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens. O grupo investigado responderá por crimes como gestão temerária, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de obstrução de justiça.

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