Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 17 de junho de 2026
O advogado Martin de Luca, que atua na representação das empresas Rumble e Trump Media, declarou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria deixado passar o prazo estabelecido para apresentar uma manifestação em uma ação na qual é acusado de promover censura contra cidadãos norte-americanos.
Segundo De Luca, até o momento, o ministro não teria apresentado qualquer posicionamento formal dentro dos autos do processo. O advogado afirmou ainda que a ausência de manifestação ocorreu enquanto a ação segue em andamento e envolve questionamentos sobre possíveis restrições impostas a cidadãos dos Estados Unidos.
O governo brasileiro, por outro lado, teria reiterado o argumento de que as decisões relacionadas ao caso estão inseridas no princípio da soberania nacional. No entanto, destacou que não atua como porta-voz do ministro Alexandre de Moraes e que suas declarações não representam necessariamente a posição do magistrado sobre o processo.
“Argumentar a soberania brasileira enquanto Moraes viola simultaneamente leis dos EUA é um direito do Governo do Brasil. O tribunal federal da Flórida ouvirá esses argumentos no momento devido”, concluiu o advogado, por meio de uma postagem em suas redes sociais. Mais tarde, de Luca voltou a publicar, propondo ao internauta um exercício mental:
“Imagine que um juiz americano envie ordens secretas por e-mail a empresas brasileiras. As ordens exigem que elas tomem ações dentro do Brasil que violem a lei brasileira. Os executivos brasileiros são instruídos no e-mail pelo juiz americano a não notificar as autoridades brasileiras ou qualquer outra pessoa sobre a ordem secreta. Alguém em Brasília chamaria isso de “respeito pela soberania americana”? A soberania não é um escudo de mão única. Se um ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro quiser que suas ordens tenham efeito em outro país, ele deve passar pela lei, pelos tribunais e pelo devido processo desse país. Esse princípio protege o Brasil. Ele também protege os Estados Unidos.”
A perda do prazo coincide com a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) a 4 anos de prisão. Ele também foi condenado à inelegibilidade por até 12 anos. Ele foi acusado de articular sanções contra autoridades brasileiras, sobretudo Moraes. Em sua defesa, tanto o próprio Eduardo quanto a Defensoria Pública da União (DPU) argumentam no mesmo sentido, o de que o ministro, por ter sido também vítima, não poderia julgar caso. (Com informações da Gazeta do Povo)
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.