Terça-feira, 31 de março de 2026

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Voltar Milícia armada do regime iraniano quer até meninos de 12 anos em suas fileiras

O Irã lançou uma campanha de voluntariado que permite a participação de pessoas a partir dos 12 anos, com o objetivo de mobilizar a população para atividades de apoio e segurança em meio às tensões envolvendo Estados Unidos e Israel. A iniciativa é conduzida pelas forças paramilitares Basij, que atuam sob o comando do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

A campanha foi anunciada em Teerã e divulgada por veículos ligados ao aparato estatal iraniano. Segundo informações da rede Al Jazeera, o vice-diretor de assuntos culturais do IRGC na capital, Rahim Nadali, afirmou em entrevista à televisão estatal, na última semana, que pessoas “de todas as idades” demonstraram interesse em participar de patrulhas e postos de vigilância.

“Reduzimos o limite de idade para 12 anos. Portanto, agora, adolescentes de 12 ou 13 anos poderão participar desse espaço”, declarou.

Batizada de “Combatentes Defensores da Pátria pelo Irã”, a iniciativa está inserida em uma campanha mais ampla, com o slogan “Pelo Irã”. De acordo com autoridades, a proposta busca aproveitar diferentes habilidades da população em funções variadas, incluindo apoio logístico e atividades de suporte.

As ações previstas incluem tarefas relacionadas à defesa civil, organização de suprimentos e trabalhos de socorro. De acordo com a Defa Press, agência vinculada às forças armadas iranianas, podem se inscrever pessoas com 12 anos ou mais, o que amplia significativamente o alcance da mobilização.

A campanha foi detalhada por veículos estatais e semioficiais. A agência Tasnim News divulgou um vídeo com informações adicionais, apresentando possíveis funções para os voluntários. O material, que aparenta ter sido produzido pela emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), descreve atividades como participação em “patrulhas de inteligência”, patrulhas operacionais e atuação em postos de controle.

Essas funções indicam envolvimento direto em ações de monitoramento e segurança local, o que levanta preocupações entre analistas internacionais sobre o uso de civis — especialmente adolescentes — em estruturas ligadas à defesa e vigilância.

O Irã já recorreu, em outros momentos, a estratégias de mobilização em massa baseadas em redes paramilitares. A Basij é considerada a principal estrutura desse modelo, historicamente responsável por recrutar voluntários tanto em períodos de conflito quanto para ações de segurança interna.

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