Quinta-feira, 26 de março de 2026

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Voltar Mastercard sofre prejuízo bilionário com liquidação do Will Bank, um outro banco do Master

A Mastercard enfrenta um prejuízo bilionário após a liquidação de uma fintech ligada ao Banco Master, o Will Bank. A empresa de pagamentos passou a ser cobrada por varejistas a honrar valores de compras feitas com cartões emitidos pela fintech, cuja conta pendente pode chegar a R$ 5 bilhões.

Segundo informações apuradas pela Bloomberg News, a Mastercard acabou sendo envolvida no processo por atuar como bandeira dos cartões utilizados pelos clientes do Will Bank. Com a interrupção das operações da fintech, transações realizadas pouco antes da liquidação ficaram sem liquidação financeira, gerando pressão sobre a empresa.

De acordo com fontes ouvidas pela agência, a Mastercard já teria arcado com cerca de metade desse montante, especialmente referente às operações realizadas nos primeiros 30 dias após a liquidação. Em comunicado, a companhia informou que realizou os pagamentos exigidos pela regulamentação, em grande parte com recursos próprios, e que agora busca ressarcimento junto ao liquidante nomeado pelo Banco Central do Brasil.

O impacto financeiro para a Mastercard, embora relevante, representa apenas parte das consequências da quebra do Banco Master. A instituição entrou em colapso em novembro, em meio a investigações e acusações de irregularidades. O ex-presidente do banco, Daniel Vorcaro, chegou a firmar acordo de colaboração com autoridades após ser preso.

Para mitigar as perdas, a Mastercard pode recorrer a ativos oferecidos como garantia pela fintech, incluindo participações em empresas como o Banco de Brasília e a Westwing. Parte dessas ações já teria sido vendida, segundo fontes.

O Will Bank, adquirido pelo Banco Master em 2024, operava com foco em crédito para a população de menor renda. Nos meses que antecederam a quebra, a Mastercard teria restringido gradualmente a atuação da fintech em sua rede, citando falta de garantias. Em janeiro, a empresa bloqueou o acesso do Will Bank aos seus sistemas, e a liquidação foi decretada no dia seguinte.

Após o colapso, empresas credenciadoras — responsáveis por processar pagamentos para varejistas — passaram a defender que a Mastercard deveria assumir uma parcela maior das transações não liquidadas.

O caso ocorre em meio a mudanças regulatórias. Uma nova norma do Banco Central busca esclarecer a responsabilidade das bandeiras de cartão em situações de inadimplência de emissores. Executivos da Mastercard, no entanto, argumentam que a regra ainda não deveria ser aplicada ao caso, já que o prazo de adaptação do setor vai até maio.

A disputa evidencia os desafios do modelo de pagamentos diante da quebra de instituições financeiras e levanta questionamentos sobre a divisão de responsabilidades entre emissores, bandeiras e demais participantes do sistema.

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