Domingo, 22 de maio de 2022

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Voltar Magnésio pode auxiliar na hipertensão

A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, órgão equivalente à Anvisa no Brasil, aprovou as alegações de que o uso de magnésio pode contribuir para a redução da pressão alta (hipertensão). Isso significa que fabricantes de suplementos de magnésio ou de produtos ricos e no mineral poderão descrever a relação nas embalagens.

A autorização foi uma resposta à petição apresentada pelo The Center for Magnesium Education and Research. A alegação de saúde dada pela FDA, em que fornece informações aos consumidores sobre as vantagens nutricionais e os benefícios à saúde de determinados alimentos ou nutrientes, afirma que há evidências que apoiam a relação do consumo do magnésio com a redução do risco de hipertensão, mas não há unanimidade entre as pesquisas.

O magnésio pode diminuir a pressão arterial agindo como um bloqueador natural dos canais de cálcio. Essa função favorece a vasodilatação, diminuindo a pressão dentro das artérias. Isso ajuda a manter a pressão arterial sob controle. Remédios com compostos bloqueadores dos canais de cálcio são frequentemente prescritos no tratamento da hipertensão arterial.

A nutricionista Priscilla Primi explica que o maior problema é a deficiência de magnésio. A ausência do nutriente aumenta a contração muscular, incluindo a do músculo cardíaco, provocando a hipertensão.

Mas, segundo a especialista, a suplementação não deve ser feita por conta própria, até porque o excesso do mineral pode sobrecarregar o sistema renal.

“É preciso investigar o consumo do magnésio e se existe uma situação específica que esteja diminuindo a sua disponibilidade, como o uso de alguns medicamentos. Então, antes do indivíduo ir até a farmácia ou à loja de suplementos, precisa fazer exames para avaliar a concentração desse nutriente, investigar se há problema na absorção, se a pessoa está perdendo e se está fazendo a ingestão correta”, explica.

O magnésio está presente em verduras verde escuro, como espinafre e couve, leguminosas, como feijão, ervilha e grão de bico, e nos grãos, como arroz integral, aveia, amendoim, amêndoa.

Primi alerta que há outros fatores que atuam sobre a hipertensão como consumo de sal, predisposição genética ou dieta rica em gordura e açúcar, por exemplo.

Inconclusivas

Estudos atuais mostram alguns efeitos positivos de comer alimentos com mais magnésio ou tomar suplementos de magnésio para baixar a pressão arterial, enquanto outros estudos não mostram nenhum benefício.

A FDA pede uma linguagem específica que deve ser usada em embalagens de alimentos que queriam relacionar o consumo de magnésio com a redução do risco de hipertensão, reforçando que as evidências científicas são “inconsistentes e inconclusivas”:

“Algumas evidências científicas sugerem que dietas com magnésio adequado podem reduzir o risco de pressão alta (hipertensão), uma condição associada a muitos fatores. A FDA concluiu que as evidências científicas que sustentam essa alegação são inconsistentes e não conclusivas”, diz um dos alertas recomendados.

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