Quinta-feira, 30 de maio de 2024

Quinta-feira, 30 de maio de 2024

Voltar Lula volta a falar em “golpe” ao lado de dois senadores que votaram contra Dilma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a referir-se nessa sexta-feira (4) ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como um “golpe”. Dessa vez, a declaração foi feita ao lado de dois senadores que votaram de forma favorável à destituição, mas que hoje são aliados: Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM).

“Lamentavelmente, depois que deram um golpe na presidente Dilma Rousseff, porque inventaram uma mentira para tirar ela da Presidência da República, esse país desandou, esse país andou para trás”, discursou Lula durante evento em Parintins (AM).

Lula e os aprlamentares participaram da cerimônia de relançamento do Programa Luz Para Todos, que foi lançado há 20 anos. A expectativa do atual governo é que o projeto alcande 500 mil pessoas até 2026.

O evento aconteceu às vésperas da Cúpula da Amazônia, que será realizada no Pará, onde autoridades de 15 países se reunirão para debater temas como financiamento para o desenvolvimento da Amazônia e combate ao crime organizado e ao desmatamento ilegal na região.

Em 2016, o Senado aprovou o impeachment e retirou Dilma do cargo por 61 votos a 20, entre eles o de Braga e Aziz. O emedebista, inclusive, havia sido ministro de Dilma até meses antes. Os dois reaproximaram-se do PT durante o governo de Jair Bolsonaro e foram apoiados por Lula na última eleição — Aziz foi reeleito senador, e Braga foi derrotado na disputa do governo estadual.

No entendimento da maioria dos senadores, a ex-presidente cometeu crime de responsabilidade contra a lei orçamentária ao atrasar repasses do governo a bancos públicos, o que ficou conhecido como “pedaladas fiscais”, e editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso. Dilma sempre negou irregularidades e classificou o processo como “golpe”.

No início do governo, Lula já havia classificado o impeachment de Dilma como “golpe de Estado”, durante a viagem ao Uruguai. A declaração provocou desconforto em partidos da base como MDB e União Brasil, deu munição para provocações da direita e reacendeu disputas antigas com rivais como o PSDB.

Bélgica

Recentemente, quando esteve em Bruxelas, na Bélgica, para participar da reunião de cúpula entre a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos e a União Europeia, o presidente Lula abriu espaço na sua concorrida agenda para participar da semanal Conversa com o Presidente, transmitida ao vivo pelas redes sociais. Logo na sua primeira fala, ele voltou a se referir ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, como “golpe”.

“Primeiro é importante dizer pro povo brasileiro que havia oito anos que essa reunião não acontecia por irresponsabilidade do golpe e, depois, pelo que aconteceu depois de 2018 no Brasil”, declarou o petista na ocasião.

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