Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Voltar Lula fala em criar um ministério para tratar das questões indígenas se for eleito presidente

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência da República nas eleições deste ano, sugeriu nesta terça-feira (12) a criação de um ministério voltado para as questões indígenas caso seja eleito.

Lula deu a declaração ao visitar o acampamento indígena Terra Livre, em Brasília. O lançamento oficial da pré-candidatura de Lula ao Palácio do Planalto está marcado para 7 de maio. O PSB já indicou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa.

“Vocês me deram uma ideia. Ora, se a gente criou o Ministério da Igualdade Racial, se a gente criou [o Ministério] dos Direitos Humanos, se a gente criou o Ministério da Pesca, por que a gente não pode criar um ministério para discutir as questões indígenas?”, declarou Lula no acampamento indígena.

Atualmente, o órgão do governo federal responsável pelas políticas para indígenas é a Fundação Nacional do Índio (Funai), vinculada ao Ministério da Justiça.

Indígenas de diversas regiões do país participam desde a semana passada passada do 18º Acampamento Terra Livre (ATL), considerado o maior encontro de etnias do país. O evento prosseguirá até esta quinta-feira (14) na área central da capital federal.

No discurso, o ex-presidente disse que o eventual ministério deve ser comandado por um indígena e não por um “homem branco” ou uma “galega, como a Gleisi”, referindo-se à presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

“Eu quero que vocês saibam. Não sei quem, mas se preparem. Alguém vai ter que assumir o ministério. E não vai ser branco como eu ou uma galega como a Gleisi. Terá que ser um índio ou uma índia”, disse Lula.

“Será alguém para poder dirigir da mesma forma que fizemos o Ministério da Igualdade Racial. Vão falar, vão dizer: ‘Ah, mas gastam muito, é preciso diminuir os ministérios’. Na verdade, o que eles não querem é que a sociedade esteja participando ativamente”, acrescentou o ex-presidente.

Durante o discurso, Lula disse que os governos do PT (2003-2016) não fizeram “tudo” o que deveria ter sido feito em relação às questões indígenas. “Mas, certamente, ninguém fez mais”, frisou.

Indígenas em ministérios

Pouco antes do discurso de Lula, a coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Abip), Sonia Guajajara, afirmou que os indígenas também têm capacidade de assumir o comando de ministérios.

Ativista indígena, ela é pré-candidata a deputada federal pelo PSOL e foi candidata a vice-presidente em 2018 pelo partido, na chapa encabeçada por Guilherme Boulos.

“Nós precisamos retomar a democracia. Nós queremos mais. Queremos assumir também ministérios. Queremos ministérios. Somos capazes de assumir todas as políticas públicas neste país”, afirmou.

Em busca do MDB

Após a participação no Acampamento Terra Livre, Lula se reuniu à tarde com senadores e deputados do PT e de outras siglas.

Entre os participantes estava o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que chegou ao hotel de Lula acompanhado do ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Braga era esperado para o jantar na casa do ex-deputado Eunício Oliveira (MDB) nesta segunda, mas não compareceu.

Segundo Wellington Dias, Braga esteve no hotel para “demonstrar apoio” a Lula– sem firmar, no entanto, compromisso para as eleições.

“Eles não falaram sobre uma aliança com o MDB porque, por enquanto, o partido ainda tem a Simone [Tebet] como pré-candidata”, afirmou.

Pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro, Wellington Dias disse esperar que, até julho, o MDB mude de posicionamento e passe a se aliar com o PT. “Temos esperança de que eles vão se unir a nós. Até julho muita coisa vai acontecer”, declarou.

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