Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Voltar Lula entra pessoalmente no caso Braskem e chama o o prefeito de Maceió para reunião

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu entrar pessoalmente no caso Braskem e chamou para uma reunião no Palácio do Planalto nesta terça-feira (12) autoridades e políticos de Alagoas. Foram convidados:

* Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados
* Renan Filho, ministro dos Transportes
* Paulo Dantas, governador do estado
* Renan Calheiros, senador (MDB-AL)
* Rodrigo Cunha, senador
* Fernando Farias, senador
* João Henrique Caldas, prefeito de Maceió

Uma mina de sal-gema da empresa em Maceió entrou em colapso e afundou o terreno de partes da capital alagoana. A lagoa de Mundaú tomou o terreno. A população teve que deixar a área.

Lula quer entender a dimensão do problema. João Henrique Caldas deverá prestar esclarecimentos sobre a real situação da região afetada.

Alguns dos temas que devem ser tratados devem ser as dificuldades que o afundamento do solo gerou para os pescadores de Maceió e a crise de moradia para aqueles que tiveram que deixar suas casas. A Caixa Econômica Federal deverá ser acionada para essa questão.

Também há uma urgência em enviar a população para partes mais elevadas de Maceió.

CPI da Braskem

No Palácio do Planalto, há uma preocupação com uma CPI que está sendo discutida no Senado para investigar o caso Braskem.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, tem tentado evitar instalação da CPI. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem número de indicações mínimas e quer instalar a comissão nesta semana.

O governo tenta evitar o confronto entre Renan, que é um aliado, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), um dos líderes do Centrão e figura política com quem o Planalto não quer atritos. A CPI é vista como uma possibilidade de embates entre os dois parlamentares alagoanos.

Sem monitoramento

O local da mina 18 da Braskem, no bairro do Mutange, em Maceió, está sem monitoramento desde o rompimento que aconteceu no domingo (10). O equipamento usado para medir com alta precisão a movimentação do terreno foi levado pela água quando a mina sem rompeu sob a lagoa.

Segundo a Defesa Civil Municipal, um novo equipamento deve ser instalado para mensurar se o solo continua afundando no local, mas não há prazo para isso acontecer. Entretanto, a Braskem informou que iniciou a instalação de um novo sensor na área, com apoio de um helicóptero, na tarde desta segunda, após autorização dos órgãos competentes.

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