Terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Voltar Lula deve indicar Wellington Lima e Silva, advogado da Petrobras, para o Ministério da Justiça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve indicar o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ex-integrante da Esplanada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e com boa circulação no Supremo Tribunal Federal (STF), Wellington vai substituir o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que deixou a pasta na última sexta (9).

Wellington era um dos cotados para assumir a pasta ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, e o atual ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto. Corria por fora o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, e o do advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.

A indicação de Wellington é uma vitória para o núcleo baiano que gira em torno de Lula, composto pelo líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social).

Wagner foi o principal fiador da entrada do advogado-geral da Petrobras na Esplanada. Quando o líder do governo era governador da Bahia, o Wellington estava compondo a equipe dele como promotor-geral de Justiça.

Por 11 dias, em março de 2016, Wellington foi o ministro da Justiça de Dilma. À época, Wagner era o homem-forte do governo, tendo ocupado a Casa Civil. Porém, após o STF estabelecer que ele não poderia acumular o cargo no Executivo e a carreira no Ministério Público, Wellington acabou por continuar no MP.

No terceiro governo Lula, Wellington foi secretário especial para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil entre janeiro de 2023 e maio de 2024. No cargo, ele passou a ter trânsito com o STF e com outras autoridades jurídicas, além de obter proximidade com Lula. Ele deixou o cargo para ser advogado-geral da Petrobras, indicado pelo petista.

Os indicativos no Palácio do Planalto, no momento, são de que o Ministério da Justiça e Segurança Pública não deve ser desmembrado. Lula quer dividir a pasta apenas em caso de aprovação da PEC da Segurança Pública.

Uma ala do Planalto defende que, sem a aprovação da emenda, não há uma definição de atribuições do poder federal na área e o Ministério da Segurança Pública ficaria apenas no papel. Outro grupo vê a possibilidade de melhora do governo na avaliação pública com a criação da pasta, simbolizando o foco do governo no tema nas vésperas das eleições.

(Com informações do O Estado de S.Paulo)

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Deixe seu comentário
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programação Especial