Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Voltar Lula defende o País se endividar para gerar crescimento econômico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nessa terça-feira (12) a possibilidade de o País se endividar ainda mais para ter crescimento econômico e apontou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o equilíbrio fiscal como obstáculos a serem superados.

Segundo o petista, é preciso “arrumar dinheiro” para fazer investimentos “na hora certa”, o que não aconteceu em décadas do passado. Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o chamado “conselhão”, Lula disse ainda que é preciso pensar o que se quer para o País “nos próximos dez anos”.

“Se for necessário o país fazer um endividamento para crescer, qual é o problema?”

O presidente afirmou que é preciso fazer um “salto de qualidade”.

“Nós temos o caminho das pedras, temos que decidir agora se vamos retirar essas pedras ou não. Ou se a gente vai chegar à conclusão de que, ‘olha, por um problema da Lei de Responsabilidade Fiscal, de superávit primário, de inflação, a gente não poder fazer’. E vamos todo mundo desanimar, voltar pra nossa vidinha, sendo que é um ano ganha, um ano perde. A massa salarial de hoje é menor que de 2010. É um retrocesso”, acrescentou Lula.

Lula lembrou aos membros presentes no Palácio do Planalto que o Brasil poderia estar em outro patamar econômico se essas escolhas já tivessem sido feitas anteriormente, como na década de 1970, quando o país tinha crescimento econômico na casa de dois dígitos.

Apesar da citação, Lula não mencionou diretamente os militares e a ditadura cívico-militar, que comandava o Poder Executivo nessa época.

“Se o Estado está com as contas em dia, qual é o crime de este Estado pegar dinheiro para financiar uma obra? Quanto custou ao país não ter feito as coisas corretamente quando o Brasil crescia 14% na década de 1970?”, questionou.

“Tudo para nós é sempre atrasado, sempre mais difícil. Foi assim o voto da mulher, o fim da escravidão e foi a assim com a criação da primeira universidade”, afirmou Lula.

Além disso, o presidente voltou a citar o clima de “pessimismo” que existia na economia internacional em relação ao seu governo.

“Eu fui a Hiroshima [no Japão] para participar do G7 e lá havia um pessimismo muito grande. Encontrei uma mulher do FMI, ela era muito simpática e agradável porque o Brasil não deve mais [ao FMI]. Ela disse que o Brasil cresceria só 0,8%. Eu questionei quem disse isso a ela. Ela respondeu que foram cálculos dos economistas do FMI. Então eu disse: ‘a senhora vai encontrar comigo no fim do ano e vai ver que a nossa economia vai crescer mais do que isso’”, rebateu.

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