Terça-feira, 31 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 31 de março de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será novamente seu candidato a vice na chapa que disputará a reeleição.
A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro também marcou o início de uma série de mudanças na equipe do governo federal, com a saída de ao menos 14 ministros que devem disputar as eleições de outubro.
Segundo o presidente, outros quatro integrantes do primeiro escalão ainda devem anunciar a saída nos próximos dias.
Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo que pretendem concorrer precisam deixar as funções até o dia 4 de abril, prazo que corresponde a seis meses antes do pleito. A regra, prevista na Lei de Inelegibilidades, tem como objetivo evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral, além de garantir isonomia entre os candidatos. A exigência não se aplica aos cargos de presidente e vice-presidente.
É o caso de Geraldo Alckmin, que atualmente comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ele deverá deixar o cargo para disputar novamente a vice-presidência.
“O companheiro Alckmin terá que deixar o MDIC, porque será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula.
Mudanças na esplanada
O presidente já indicou que pretende minimizar os impactos das substituições na Esplanada dos Ministérios. A tendência é que, em parte das pastas, os atuais secretários-executivos assumam interinamente os cargos, com a missão de manter a continuidade das políticas públicas.
Um exemplo é o Ministério da Fazenda. Com a saída de Fernando Haddad (PT), que deve disputar o governo de São Paulo, o então secretário-executivo Dario Durigan foi indicado para assumir a pasta. Ele já participou de eventos oficiais ao lado do presidente como novo titular.
Apesar disso, nem todas as substituições seguirão esse modelo. Em alguns casos, Lula pode optar por nomes externos às secretarias-executivas, mas alinhados ao governo.
Veja a lista de ministros que devem deixar os cargos para disputar as eleições:
— Fernando Haddad (PT), Fazenda: deve disputar o governo de São Paulo;
— Renan Filho (MDB), Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
— Rui Costa (PT), Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
— Gleisi Hoffmann (PT), Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
— Simone Tebet (MDB), Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
— Marina Silva (Rede), Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
— André Fufuca (PP), Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
— Carlos Fávaro (PSD), Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
— Waldez Góes (PDT), Integração e Desenvolvimento Regional: deve disputar o Senado pelo Amapá;
— Silvio Costa Filho (Republicanos), Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara dos Deputados por Pernambuco;
— Paulo Teixeira (PT), Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
— Anielle Franco (PT), Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
— Sônia Guajajara (PSOL), Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
— Macaé Evaristo (PT), Direitos Humanos: deve disputar cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Outros ministros também devem deixar o governo, mas ainda não definiram se disputarão cargos eletivos:
— Camilo Santana (PT), Educação: deve atuar na campanha eleitoral;
— Márcio França (PSB), Empreendedorismo: avalia disputar o Senado por São Paulo ou integrar a campanha;
— Wolney Queiroz (PDT), Previdência: pode concorrer à Câmara dos Deputados por Pernambuco;
— Alexandre Silveira (PSD), Minas e Energia: ainda avalia se disputa o Senado por Minas Gerais ou permanece no cargo;
— Luciana Santos (PCdoB), Ciência e Tecnologia: ainda não definiu se deixará o governo.
Já o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, deve deixar o cargo ao longo do ano para atuar na campanha presidencial como marqueteiro.
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