Domingo, 15 de março de 2026

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Voltar Líbano pagará “preço muito alto” se não controlar Hezbollah, afirma ministro da Defesa de Israel

O governo de Israel afirmou que o Líbano pagará um “preço muito alto” caso não controle o Hezbollah, enquanto bombardeava redutos do grupo fundamentalista em todo o país, deixando ao menos 41 mortos no leste, segundo Beirute.

“Se a escolha for entre proteger nossos civis e nossos soldados ou proteger o Estado do Líbano, escolheremos a proteção de nossos civis e soldados, e o governo libanês e o Líbano pagarão um preço muito alto”, disse o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, dirigindo-se ao presidente libanês, Joseph Aoun, em um comunicado.

Ele se referia a um acordo de 2024 segundo o qual apenas as forças de paz da ONU e o Exército libanês estão autorizados a portar armas ao sul do rio Litani, uma área de fronteira com o Estado judeu. Israel deveria ter retirado todas as suas forças, mas manteve tropas em cinco pontos que considera estratégicos e efetuou bombardeios regulares devido à recusa do Hezbollah em depor as armas.

Katz acrescentou que Israel não tem reivindicações territoriais contra o Líbano, mas não permitiria uma situação em que pudesse haver disparos contra Israel a partir do país vizinho.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio na segunda-feira (2), quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel, que respondeu com ataques que forçaram centenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas.

Durante a noite dessa sexta (6), helicópteros israelenses desembarcaram tropas perto da cidade de Nabi Chit, no Vale do Bekaa, no leste do Líbano, em uma rara operação aerotransportada. Os militares disseram que o objetivo da operação era buscar os restos mortais de Ron Arad, um navegador da Força Aérea Israelense desaparecido no Líbano desde 1986. No entanto, nada relacionado a ele foi encontrado.

O Hezbollah afirmou em um comunicado que disparou contra tropas israelenses na região. “O confronto se intensificou depois que as forças inimigas foram descobertas”, disse a milícia ao afirmar que as tropas israelenses executaram ataques intensos antes de se retirarem. Segundo Tel Aviv, nenhum de seus soldados ficou ferido.

Até agora, mais de 200 pessoas morreram em ataques israelenses em todo o Líbano, e as ordens de evacuação deslocaram cerca de 300 mil pessoas, das quais apenas um terço está vivendo em abrigos do governo. Na sexta, um funcionário de alto escalão da ONU descreveu o deslocamento à agência de notícias Reuters como “sem precedentes”.

Somente nas últimas 24 horas, 41 pessoas morreram na região de Nabi Chit e em localidades vizinhas do distrito de Baalbek, segundo o Ministério da Saúde de Beirute. O Exército libanês afirmou que três de seus soldados estavam entre as vítimas.

Tel Aviv não se pronunciou até o momento, mas, se a informação for confirmada, esta seria a operação israelense mais profunda em território libanês desde novembro de 2024, quando tropas de elite prenderam um agente do Hezbollah, Imad Amhaz, em Batroun, no norte do país. (As informações são da Folha de S. Paulo)

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