Segunda-feira, 15 de julho de 2024

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Voltar Lewandowski desponta na corrida pelo Ministério da Justiça; presidente do PT demonstrou não ter planos de assumir cadeira na Esplanada neste momento

O desinteresse demonstrado pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em assumir uma cadeira na Esplanada no curto prazo e a provável saída de Flávio Dino do Ministério da Justiça reabriram a disputa nos bastidores pelo comando da pasta. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski tem o perfil mais próximo ao desejado pelo petista. No entorno do ex-magistrado, a avaliação é que ele não recusaria um convite formal para o posto.

Lula procura um nome com estofo político e experiência no Judiciário para assumir o cargo, que nos dois primeiros mandatos foi ocupado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, morto em 2014, e pelo ex-governador Tarso Genro. Lewandowski é considerado o único dos concorrentes à vaga que fala em pé de igualdade com qualquer ministro do STF.

Na gestão de Jair Bolsonaro, por exemplo, havia reclamações na Corte sobre a interlocução que o governo oferecia aos ministros. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, que também se enquadraria nas características de acesso ao Judiciário, indicou a aliados que tem resistências a assumir uma pasta nos moldes de hoje, reunindo Justiça e Segurança Pública. A manutenção do modelo é a tendência no Palácio do Planalto.

Lewandowski vem cumprindo uma cartilha que agrada a Lula durante a fase anterior às mudanças no primeiro escalão. Ele se mantém discreto, evita o assunto e afirma estar feliz na iniciativa privada. Aliados também apontam que nem mesmo a situação da segurança pública do País, considerada uma das áreas mais sensíveis do governo, o intimidaria.

No PT, o ministro é considerado a única indicação de Lula que nunca o decepcionou no STF, nem mesmo durante o auge da Lava-Jato. Há expectativa de que Lula e Lewandowski conversem sobre o assunto nos próximos duas. O encontro não deve ocorrer antes da sabatina de Dino na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, rito que precede a votação no plenário da Casa. Eles viajaram juntos aos Emirados Árabes, para a COP28, na semana passada.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, chegou a ser cogitada para o cargo e atenderia ao desejo de Lula de abrir espaço para uma mulher no primeiro escalão. O movimento, porém, esfriou nos últimos dias. Numa conversa com Lula, a deputada afirmou não ter perfil para a vaga e indicou preferência por permanecer na presidência da legenda.

Ainda são considerados no páreo o titular da Secretaria de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, Wellington César Lima e Silva, e o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho. Lima e Silva é um nome de confiança do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), por já ter comandado o Ministério Público da Bahia em gestões petistas. Já Carvalho tem apoio de alas do PT.

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