Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Quinta-feira, 26 de maio de 2022

Voltar Lançado mapa da tuberculose em Porto Alegre

A EVDT (Equipe de Vigilância de doenças Transmissíveis) da Secretaria Municipal de Saúde lançou nesta quinta-feira (05) o mapa da incidência de tuberculose (TB) em Porto Alegre. A intenção é oferecer a profissionais da rede de atenção ao paciente de forma georrefenciada o conhecimento sobre o agravo no território.

A tuberculose é uma doença curável em praticamente todos os casos. O tratamento dura seis meses e é gratuito, oferecido apenas no SUS (Sistema Único de Saúde). A cura dos pacientes diagnosticados com tuberculose é uma das principais estratégias para redução da morbimortalidade da doença, por isso levar o tratamento até o final é tão importante.

Os mapas disponibilizados têm dados de cura e abandono nos anos de 2017 a 2020 distribuídos por gerência distrital. A próxima ação do grupo de trabalho responsável pela ação será acrescentar os mapas distribuídos por Unidades de Saúde.

A acadêmica de enfermagem Brenda D’Agustini, que construiu o mapa com supervisão da enfermeira responsável pela vigilância do agravo na EVDT, Fabiane Soares de Souza, destaca que, além de apresentar a distribuição espacial da tuberculose no município, o uso do georreferenciamento demonstra quais territórios devem ser considerados prioritários para o controle da doença, ou seja, o conhecimento da distribuição geográfica pode contribuir para o controle da tuberculose na Capital.

Porto Alegre apresenta coeficiente de incidência de tuberculose superior à média do país e a capital gaúcha tem a maior proporção de coinfecção TB-HIV. Uma pessoa vivendo com HIV tem 28 vezes mais chances de contrair tuberculose do que uma pessoa que não tem HIV.

Fabiane Soares de Souza explica que, em 2020, o coeficiente de incidência da doença no Brasil ficou em 31,6 por 100 mil habitantes, apresentando uma queda em comparação aos anos anteriores devido à pandemia da Covid-19.

Na Capital, o diagnóstico de casos novos de TB, de todas as formas clínicas, distribuídos por Gerência Distrital (GD) apresentou também redução no ano de 2020, voltando a apresentar aumento em 2021, quando o coeficiente ficou em 87 por 100 mil habitantes.

No ano de 2020, a gerência que apresentou maior taxa de cura foi a Partenon Lomba do Pinheiro (68%), e a com o maior abandono foi a Restinga (44%). No ano de 2020, a taxa de cura na cidade foi de 50% e de abandono, 34%.

Segundo a pactuação com o Ministério da Saúde (MS), o resultado esperado é a cura de pelo menos 85% dos casos novos diagnosticados no período e abandono inferior a 5%.

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