Domingo, 22 de maio de 2022

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Voltar Kremlin diz que adesão da Suécia e Finlândia à Otan “não estabilizará Europa”

O governo social-democrata da Suécia anunciou nesta segunda-feira (11) o início de um debate interno sobre a possibilidade de aderir à Otan — a aliança militar ocidental liderada pelos EUA —, afirmando que está revisando sua política de segurança internacional. No mesmo dia, o governo russo — contrário ao ingresso da Suécia e também da Finlândia na aliança — disse que a adesão das duas nações não trará estabilidade ao continente europeu.

O Partido Social-Democrata sueco — que, apesar de ser a maior sigla no Parlamento, governa de maneira minoritária — vinha rejeitando consistentemente os pedidos para se juntar à Otan, defendendo sua posição neutra. No entanto, a invasão da Ucrânia pela Rússia fez o governo da primeira-ministra Magdalena Andersson reconsiderar a possibilidade.

“Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, a posição de segurança da Suécia mudou fundamentalmente”, disseram os social-democratas em comunicado. No final de março, a premier já tinha dito que “não excluía” apresentar uma candidatura à aliança militar ocidental.

O jornal Daily DN citou o secretário do Partido Social-Democrata, Tobias Baudin, dizendo que a revisão estaria completa antes do verão — que inicia no final de junho na Europa. Também é esperado que a Finlândia defina seu caminho em relação à Otan nas próximas semanas.

No domingo, o jornal britânico The Times noticiou que a Finlândia e a Suécia podem aderir à Otan já a partir do verão. Segundo autoridades dos Estados Unidos, o ingresso foi “um tópico” durante várias sessões de conversas entre os ministros das Relações Exteriores da aliança na semana passada, com a presença da Suécia e da Finlândia.

Na quarta passada, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que os dois países “podem facilmente se juntar à aliança se decidirem se candidatar”.

Com a possibilidade do ingresso das duas nações aumentando, o Kremlin reagiu nesta segunda: “Temos dito repetidamente que a aliança continua sendo uma ferramenta voltada para o confronto, e sua expansão não trará estabilidade ao continente europeu”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres.

A decisão da premier sueca Andersson de rever sua posição em relação à Otan ocorre a cinco meses das eleições gerais. Há um mês, ela havia rejeitado pedidos da oposição para considerar o ingresso. Analistas veem a posição dos social-democratas como o maior obstáculo para a adesão à Otan.

“Os social-democratas são a chave [para a adesão]”, disse Peter Esaiasson, professor de ciências políticas da Universidade de Gothenberg.

Os sociais-democratas disseram que a revisão era mais do que uma discussão sobre a adesão ou não à Otan e visava dar aos membros a oportunidade de opinar sobre todos os aspectos da política de segurança.

A primeira-ministra Andersson e a liderança do partido ainda podem decidir se inscrever para ingressar na Otan sem o apoio dos membros “se surgir a necessidade de uma política de segurança diferente durante o processo [de revisão]”, disseram os social-democratas.

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