Quinta-feira, 28 de maio de 2026

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Voltar Justiça eleitoral oficializa a desfiliação do ex-ministro da Defesa e ex-pré-candidato à Presidência da República Aldo Rebelo do Partido Democracia Cristã

A Justiça Eleitoral oficializou a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do Democracia Cristã (DC), após o partido anunciar o lançamento da pré-candidatura à Presidência de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação, assinada pelo juiz eleitoral Tiago Duccatti Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, atendeu a um pedido feito pelo partido, que também abriu um procedimento disciplinar contra o correligionário.

Na última quinta-feira (21), a sigla argumentou que a medida foi tomada “diante do esgotamento de diversas tentativas de resolução harmoniosa” e “tendo em vista os gravíssimos fatos e provas apurados, que afrontam os valores, os princípios, os objetivos e o estatuto do partido”. O comunicado também afirmou que repudia “os ataques proferidos” por Rebelo contra a direção nacional da legenda e seu presidente nacional, o ex-deputado João Caldas.

Depois do partido oficializar Joaquim Barbosa como pré-candidato, Rebelo, que também era postulante ao Planalto pelo mesmo partido, classificou o movimento da direção da sigla como uma “afronta” e um “balão de ensaio”, afirmando que se mantém na disputa.

O ex-ministro também atribuiu a decisão a uma suposta preocupação de Caldas com o avanço do caso Master em Alagoas. O dirigente partidário é partidário é pai do ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), cotado para concorrer ao comando do estado neste ano.

“A oposição já está usando esse escândalo nas eleições de Alagoas e circula o dossiê dos negócios da família Caldas na prefeitura de Maceió, e diz: olha, provavelmente ele procurou algum tipo de proteção de um ex-ministro do Supremo porque essa investigação vai para o Supremo Tribunal Federal”, disse o ex-ministro em entrevista à CNN Brasil.

Em nota enviada ao jornal O Globo nessa quarta-feira (27), Rebelo disse que “não houve decisão judicial sobre expulsão, mas homologação de um pedido irregular e ilegal de desfiliação”. No comunicado, o ex-ministro também afirmou que o ato de entrada ou saída do partido depende de uma “iniciativa própria” e que o “processo de expulsão exige um procedimento que sequer foi iniciado”. “Todos os atos da direção do DC neste sentido estão eivados de ilegalidades e, portanto, judicializados”, disse no texto. (Com informações do jornal O Globo)

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