Quarta-feira, 04 de março de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 4 de março de 2026
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (4) que o Irã “tentou matar o presidente Donald Trump” e declarou que o governo americano respondeu à suposta ameaça. Segundo ele, forças dos EUA “caçaram e mataram” o “líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump”. Em tom de escalada, o chefe do Pentágono disse ainda que Washington está vencendo a guerra “de forma decisiva, devastadora e sem misericórdia”, anunciou o afundamento de um navio iraniano no Oceano Índico e indicou que novas ações militares são iminentes.
A declaração foi dada no Pentágono, em Washington, durante conversa com jornalistas ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine. Hegseth acrescentou que, na sua avaliação, “o presidente Trump deu a última risada”.
Em 2024, o governo dos EUA apresentou acusações contra um cidadão afegão em conexão com um suposto plano iraniano para assassinar Trump antes de sua eleição naquele ano. O Departamento de Justiça alegou que Farhad Shakeri, então com 51 anos, foi encarregado de “fornecer um plano” para matar Trump e que estaria no Irã.
Em uma queixa criminal apresentada em um tribunal de Manhattan, promotores afirmaram que um oficial da Guarda Revolucionária do Irã orientou Shakeri, em setembro, a elaborar um plano para vigiar e matar o então candidato.
No domingo, segundo informações do The Washington Post, o próprio Trump reconheceu que as ameaças iranianas contra sua vida influenciaram sua decisão de atacar o país. Em entrevista à ABC News, ele afirmou que levou em consideração os supostos planos para assassiná-lo ao autorizar a operação conjunta entre Estados Unidos e Israel que matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
“Eu o peguei antes que ele me pegasse. Eu o peguei primeiro”, disse.
Autoridades de segurança nacional já haviam alertado a campanha de Trump sobre possíveis ameaças iranianas. O desejo de vingança de Teerã remonta ao ataque aéreo americano que matou o general Qasem Soleimani, em janeiro de 2020. Desde então, promotores federais apresentaram acusações relacionadas a supostos esquemas iranianos de assassinato por encomenda contra autoridades americanas. A Casa Branca, porém, não apresentou evidências que sustentem a ligação entre o Irã e as duas tentativas de assassinato sofridas por Trump.
O secretário declarou ainda que o regime iraniano “está acabado”, acrescentando que as forças americanas começaram a “caçar, desmantelar, desmoralizar, destruir e derrotar” as capacidades de Teerã. Ele também afirmou que os líderes iranianos olharão para o céu e verão apenas “o poder aéreo dos EUA e de Israel” até que os dois países decidam que a guerra terminou. (Com informações do jornal O Globo)
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