Sexta-feira, 27 de março de 2026

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Voltar Imunoterápico para 30 tipos de câncer vai ser incorporado pelo SUS; saiba qual

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o medicamento pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda, passará a ter produção nacional e será ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa resulta de uma parceria entre o ministério, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD Brasil.

O anúncio foi feito durante o evento “Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde”, realizado no Rio de Janeiro, que reuniu representantes de cerca de 20 países e instituições brasileiras da área.

Segundo o vice-diretor do Instituto Butantan, Rui Curi, a produção local do medicamento pode ampliar o acesso ao tratamento oncológico no país. “Esse medicamento é amplamente reconhecido. Produzi-lo no Brasil permitirá reduzir custos e ampliar o acesso para milhares de pacientes com câncer”, afirmou.

O pembrolizumabe é uma das imunoterapias mais avançadas disponíveis atualmente e pode ser utilizado no tratamento de mais de 30 tipos de câncer. No SUS, no entanto, sua oferta ainda é restrita ao tratamento de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, conforme recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

De acordo com a MSD, a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan será realizada de forma gradual, ao longo de até dez anos. A expectativa do governo é que, com a produção nacional, o medicamento se torne mais acessível e possa ter seu uso ampliado na rede pública.

Nesse sentido, a Conitec deve reavaliar a incorporação do pembrolizumabe para outros tipos de câncer. Está prevista para os dias 8 e 9 de abril a análise da ampliação do uso para tumores de esôfago, colo do útero, pulmão e mama triplo negativo.

Antes da possibilidade de oferta mais ampla pelo SUS, pacientes diagnosticados com outros tipos de câncer frequentemente recorriam à rede privada, onde o custo do tratamento pode chegar a cerca de R$ 27 mil por frasco. Em alguns casos, o acesso pelo sistema público ocorria apenas por meio de decisões judiciais ou solicitações específicas às secretarias de saúde.

A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal de fortalecer a produção nacional de medicamentos e reduzir a dependência de importações, além de ampliar o acesso da população a terapias de alto custo.

(Com informações do jornal O Globo)

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