Terça-feira, 20 de maio de 2025

Terça-feira, 20 de maio de 2025

Voltar Ibama aprova estudo, e exploração de petróleo na Foz do Amazonas fica mais próxima

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aprovou, nesta segunda-feira (19), o chamado “conceito do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF)”, apresentado pela Petrobras. A aprovação é considerada um passo importante no processo de licenciamento ambiental para a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas.

A decisão significa que o PPAF, em seus aspectos teóricos e metodológicos, atendeu aos requisitos técnicos exigidos.

A próxima etapa será a realização de vistorias e simulações práticas para testar a capacidade de resposta em caso de acidentes com derramamento de óleo.

Defesa do governo

O governo federal está decidido a avançar com a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já defendeu pessoalmente a empreitada.

De outras vezes que a Petrobras pediu o licenciamento, o Ibama negou, alegando que os projetos da empresa não atendiam às necessidades de proteção ambiental.

A Bacia da Foz do Amazonas fica na costa norte do Brasil, entre o Amapá e o Pará. A região é uma das mais promissoras do país para a exploração de petróleo e gás natural, com potencial estimado em bilhões de barris. Por isso, tem atraído o interesse do governo e de grandes empresas do setor.

Próximos passos

A aprovação do conceito foi baseada nas análises de pareceres técnicos, que avaliaram a última versão do plano submetido pela Petrobras.

No entanto, o Ibama destaca que a aprovação conceitual do PPAF não equivale à concessão de licença para perfuração exploratória. A continuidade do processo depende da verificação da viabilidade operacional do plano em campo.

Para garantir a efetividade do Plano de Emergência Individual (PEI), o Ibama e a Petrobras definirão um cronograma para a Avaliação Pré-Operacional (APO), que incluirá vistorias e simulações práticas de resgate de animais impactados por possíveis vazamentos de óleo.

De acordo com a companhia, “a confirmação da existência de petróleo na Margem Equatorial poderá abrir uma importante fronteira energética para o país, que se desenvolverá de forma integrada com outras fontes de energia e contribuirá para que o processo de transição energética ocorra de forma justa, segura e sustentável”.

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