Domingo, 25 de janeiro de 2026

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Voltar Homem morto por agente de imigração nos Estados Unidos segurava celular e não arma, diz jornal

Um homem foi morto neste sábado (24) por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS). Alex Pretti, de 37 anos, era cidadão americano e enfermeiro. Autoridades federais disseram que Pretti estava armado durante a abordagem e que teria sacado a arma. A versão, no entanto, é contestada. O jornal “The New York Times” analisou os vídeos da abordagem. Pelas imagens, não há qualquer sinal de que ele tenha sacado a arma. Também não há indícios de que os agentes soubessem que Pretti estava armado – o enfermeiro tinha permissão para portar arma.

A análise do vídeo mostra:

* Pretti se coloca entre uma mulher e um agente de imigração que usava spray de pimenta contra ela.
* A imagem mostra o enfermeiro segurando um celular em uma mão e sem nada na outra.
* Ele é cercado por um grupo de 7 agentes de imigração, derrubado e imobilizado no chão.
* Um dos agentes se aproxima e parece retirar uma arma, enquanto outro joga repetidamente spray de pimenta em Pretti.
* O agente que teria retirado a arma se afasta.
* Ao mesmo tempo, enquanto Pretti está ajoelhado e imobilizado, o agente que se encontra diretamente acima dele aparenta disparar um tiro à queima-roupa no enfermeiro. Imediatamente depois, são feitos mais disparos.

A morte de Pretti é o segundo caso fatal envolvendo operações de imigração em Minneapolis, em menos de um mês Em 7 de janeiro, Renee Good foi morta.

“Alex era uma alma bondosa que se importava profundamente com sua família e amigos, e também com os veteranos americanos que ele cuidava como enfermeiro da UTI no hospital de veteranos de Minneapolis. Alex queria fazer a diferença neste mundo”, disseram seus pais, Michael e Susan Pretti, em um comunicado.

“Infelizmente, ele não estará conosco para ver o impacto de seu trabalho”, acrescentaram.

O Dr. Dimitri Drekonja, chefe da Seção de Doenças Infecciosas do hospital de veteranos de Minneapolis, escreveu no Bluesky que ele era “uma pessoa boa e gentil que vivia para ajudar”. Drekonja afirmou que Alex Pretti apoiava veteranos gravemente enfermos no hospital.

Um colega de trabalho disse que Pretti pesquisava maneiras de prevenir a morte de veteranos por câncer de cólon.

O tiroteio ocorreu durante uma operação do Departamento de Segurança Interna (DHS). Segundo a versão inicial divulgada por autoridades federais, Pretti teria se aproximado dos agentes portando uma arma de fogo e resistido violentamente quando tentaram desarmá-lo. Um agente então teria atirado em legítima defesa.

Mas vídeos gravados por testemunhas, analisados por agências de notícias e também pelo “New York Times”, colocam essa narrativa em dúvida.

As imagens mostram Pretti com um celular na mão, filmando a ação dos agentes. Em determinado momento, ele aparece se posicionando entre um agente e mulheres que estavam sendo atingidas com spray de pimenta. Em seguida, é cercado, derrubado e imobilizado por vários agentes.

De acordo com a análise do “New York Times”, a arma que Pretti possuía estava escondida e só foi localizada pelos agentes quando ele já estava imobilizado. Um agente já havia retirado a arma quando outros dois dispararam, atingindo Pretti nas costas e enquanto ele estava caído no chão. Imagens analisadas pela Reuters mostram um agente disparando quatro tiros em rápida sucessão contra as costas de Pretti, seguidos de outros disparos.

Pretti era enfermeiro de UTI e trabalhava em um hospital do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA. Nascido em Illinois, era cidadão americano e morava em Minneapolis.

Familiares e vizinhos o descrevem como uma pessoa calma, solidária e apaixonada pela natureza. Ele participava de protestos contra a política imigratória do presidente Donald Trump. Registros judiciais indicam que ele não tinha antecedentes criminais, além de infrações de trânsito. A polícia de Minneapolis afirmou que ele era proprietário legal de arma de fogo e possuía autorização para porte velado no estado de Minnesota (porte da arma escondida). A família disse, porém, que não sabia que ele costumasse portar a arma.

 

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