Domingo, 17 de maio de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 28 de março de 2026
Responsável por um dos impasses mais desafiadores dos últimos anos no cenário geopolítico internacional, o início da série de ataques militares coordenados entre Estados Unidos e Israel ao Irã completou um mês nesse sábado (28). O saldo até o momento é de quase 2 mil mortos na guerra desencadeada desde então – a imensa maioria das vítimas é do país persa, incluindo crianmças e líderes do regime dos aitaolás.
No Líbano, autoridades afirmam que 1.142 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde 2 de março, incluindo pelo menos 122 crianças.
Já em Israel, mísseis lançados do Irã e do Líbano custaram 19 vidas, de acordo com o serviço de ambulâncias israelense. O Exército israelense, por sua vez, informou que quatro de seus soldados sucumbiram no Sul do Líbano.
Ao menos 13 militares dos Estados Unidos também perderam, a vida – seis deles depois que uma aeronave de reabastecimento militar dos Estados Unidos caiu abatida no Iraque. Outros sete morreram durante operações contra forças iranianas.
Na sexta-feira (28), autoridades do regime de Teerã atualizaram o número de perdas humanas para quase 2 mil. A estatística do Ministério das Relações Exteriores do país detalhou que entre as vítimas há centenas de civis, sem qualquer envolvimento no confronto. O contingentre inclui ao menos 200 crianças, fato que torna a situação ainda mais dramática.
Ataques e respostas
A ofensiva desencadeou respostas armadas do regime dos aiatolás, tendo como alvo territórios judeus e de outros países do Oriente Médio, bem como bases norte-americanas no Oriente Médio Estados do Golfo. Além disso, uma frente de batalha foi aberta no Líbano.
Com a morte de grande parte de seus líderes, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo. O Hezbollah, grupo armado e com apoio do Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei, então líder supremo iraniano. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país
vizinho.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou descontentamento com essa escolha, que classifica como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança de Teerã.
Não parece haver perspectivas de solução no curto prazo. O conflito também afeta duramente a economia global, com a disparada dos preços de petróleo, gás e fertilizantes – consequentemente, crescem também os temores de inflação e recessão global.
Entenda
Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 18 de fevereiro, oficialmente com o objetivo principal de destruir seu programa nuclear, que ambos consideram uma ameaça à segurança, e tentar provocar uma mudança de regime. O ataque ocorreu após falhas nas negociações diplomáticas e visou instalações militares e nucleares.
Ambos acusam o regime de Teerã de enriquecer urânio para desenvolver armas nucleares, indo muito além da produção de energia, o que representa uma ameaça existencial para Israel. O Irã também é acusado de financiar e apoiar grupos militantes na região, como Hamas e Hezbollah.
Conforme o governo norte-americano, a ação militar foi uma resposta à recusa do Irã em limitar seu programa de mísseis e nuclear, após meses de conversas que não geraram progresso. A chamada “Operação Fúria Épica” visou destruir infraestruturas de processamento de urânio e instalações siderúrgicas. Em resposta, o Irã fechou o acesso ao estreito de Hormuz e lançou mísseis contra Israel e outros países próximos, além de bases dos Estados Unidos na região. (com informações da rede CNN)
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