Quinta-feira, 26 de maio de 2022

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Voltar Guerra na Ucrânia já deixou quase 8 milhões de pessoas deslocadas no país

Mais de 7,7 milhões de pessoas fugiram de suas casas na Ucrânia devido à ofensiva russa, mas permaneceram dentro das fronteiras do país, informou a ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quinta-feira (21).

O número divulgado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU representa um aumento em relação ao saldo divulgado em 5 de abril, que estimava o número de deslocados internos em 7,1 milhões.

“Mulheres e crianças, idosos e pessoas com deficiência foram desproporcionalmente afetados e representam um grupo altamente vulnerável”, disse o diretor-geral da OIM, Antonio Vitorino.

A invasão lançada em 24 de fevereiro pela Rússia fez com que milhões de pessoas fugissem de suas casas, incluindo cinco milhões que deixaram o país.

A OIM realizou esta terceira pesquisa entre 11 e 17 de abril e estimou que até domingo havia 7,7 milhões de pessoas deslocadas na Ucrânia, das quais 60% são mulheres.

Segundo estimativas, cerca de 3,47 milhões de pessoas fugiram da parte Leste do país, 1,77 milhão do Norte e 1,46 milhão deixaram a região de Kiev.

De acordo com a pesquisa, 37% dos deslocados estão agora em áreas relativamente seguras no Oeste do país.

A estimativa também observou que cerca de 2,7 milhões de pessoas voltaram para suas casas, depois de estarem ausentes por pelo menos duas semanas.

No entanto, apesar de terem regressado às suas casas, 29% dos retornados percebem o seu local de residência atual como inseguro e apenas 8,5% sentem-se completamente seguros.

“É prematuro tirar conclusões com certeza sobre a natureza desses movimentos de retorno e se eles são permanentes ou temporários por natureza”, disse a OIM.

No total, o número de pessoas que fogem da Ucrânia para escapar da invasão russa passou de 5 milhões na pior crise de refugiados na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

A maioria dos refugiados cruzou para a União Europeia através de pontos de fronteira na Polônia, Eslováquia, Hungria e Romênia, onde voluntários e governos se esforçaram para ajudá-los, em sua maioria mulheres e crianças, a encontrar emprego, acomodação e fornecer apoio.

Na Europa Central e Oriental, muitos moradores correram para a fronteira no início da guerra, levando suprimentos para refugiados cansados, muitos dos quais enfrentaram longas e angustiantes jornadas em busca de segurança.

Agora, o foco mudou para o longo prazo, à medida que as cidades atingem a capacidade habitacional, disse a coordenadora do programa de migração People in Need, Katarina Pleskot Kollarova. Muitos permanecem em alojamentos temporários com famílias ou hotéis que precisam do espaço para a próxima temporada turística, acrescentou.

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