Quarta-feira, 02 de setembro de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 8 de maio de 2026
Encaminhado nessa sexta-feira (8) à Assembleia Legislativa, o novo projeto de lei do governo gaúcho sobre o salário-mínimo regional prevê um reajuste de 5,35%. O texto menciona como base a reposição da inflação pelo Índice Naciona de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até abril, mais a alta de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul em 2023.
A primeira das cinco faixas do piso passará a R$ 1.884, superando os valores vigentes em São Paulo (que deve chegar a R$ 1.874 com a proposta de reajuste de 3,9%) e Santa Catarina (R$ 1.842), por exemplo. Também está acima do piso nacional, de R$ 1.621.
O mínimo regional incide sobre o salário de categorias de trabalhadores que não possuem convenção ou acordo coletivos, bem como àquelas ou atuam na informalidade. Diferente do nacional, que tem data-base em 1º de janeiro, sua vigência se dá sempre de 1º de maio em diante.
A metodologia adotada no reajuste do piso regional replica a regra do salário mínimo nacional, com adequação aos parâmetros econômicos do Rio Grande do Sul. Restabelecida no País em 2024, prevê a atualização do piso pela inflação dos 12 meses anteriores e sua valorização pelo crescimento real do último PIB consolidado.
“Com isso, além da manutenção do poder de compra, o salário passa a contar com valorização por um critério associado ao aumento da produtividade da economia brasileira”, salienta o Executivo gaúcho.
Tratativas
Na semana passada, integrantes de federações empresariais e de centrais sindicais foram recebidos pelo secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, para o encaminhamento de suas propostas. O segmento patronal iniciou oferecendo 1,4%, referente ao INPC de 2025, a partir de junho, mês seguinte ao último reajuste.
Posteriormente, o percentual foi atualizado para 2,9%, contemplando a inflação até março de 2026. As centrais sindicais pleiteavam 15,98%, mas, em reunião na Casa Civil, reduziram a proposta para 10%.
“Trata-se do resultado de semanas de intenso trabalho e escuta ativa das partes envolvidas, com uma proposta que preza pelo equilíbrio e responsabilidade no crescimento sustentável”, ressalta notícia publicada no portal estado.rs.gov.br.
Reajuste por faixas
– Faixa 1: R$ 1.884 (agricultura e na pecuária; indústrias extrativas; empresas de capturação do pescado (pesqueira),
empregados domésticos, em turismo e hospitalidade, indústrias da construção civil, indústrias de instrumentos musicais e de brinquedos, em estabelecimentos hípicos, empregados motociclistas no transporte de documentos e de pequenos volumes – “motoboy”, empregados em garagens e estacionamentos).
– Faixa 2: R$ 1.928 (indústrias do vestuário e do calçado, indústrias de fiação e de tecelagem, indústrias de artefatos de couro, indústrias do papel, papelão e cortiça, empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas, empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas, empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas, empregados em estabelecimentos de serviços de saúde, empregados em serviços de asseio, conservação e limpeza, empresas de telecomunicações, teleoperador (call centers), telemarketing, call centers, operadores de voip (voz sobre identificação e protocolo), TV a cabo e similares, empregados em hotéis, restaurantes, bares e similares).
– Faixa 3: R$ 1.971 (indústrias do mobiliário, indústrias químicas e farmacêuticas, indústrias cinematográficas, indústrias da alimentação, empregados no comércio em geral, empregados de agentes autônomos do comércio, empregados em exibidoras e distribuidoras cinematográficas, movimentadores de mercadorias em geral, no comércio armazenador e auxiliares de administração de armazéns gerais).
– Faixa 4: R$ 2.049: indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico, indústrias gráficas, indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana, indústrias de artefatos de borracha, empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito, edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas, auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino), empregados em entidades culturais, recreativas, de assistência social, de orientação e formação profissional. marinheiros fluviais de convés, marinheiros fluviais de máquinas, cozinheiros fluviais, taifeiros fluviais, empregados em escritórios de agências de navegação, empregados em terminais de contêineres e mestres e encarregados em estaleiros, vigilantes, marítimos do primeiro grupo de aquaviários que laboram nas seções de convés, máquinas, câmara e saúde, em todos os níveis.
– Faixa 5: R$ 2.388 (trabalhadores técnicos de nível médio, tanto em cursos integrados, quanto subsequentes ou concomitantes).
(Marcello Campos)
Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.