Quinta-feira, 19 de maio de 2022

Quinta-feira, 19 de maio de 2022

Voltar Governo do Japão congela bens de 398 russos, incluindo as filhas do presidente Vladimir Putin

O governo do Japão anunciou, nesta terça-feira (12), a imposição de novas sanções à Rússia devido à invasão na Ucrânia, com o congelamento dos bens de 398 russos no país asiático, incluindo as filhas do presidente Vladimir Putin.

“Para evitar que a situação se agrave ainda mais e se possa chegar a um cessar-fogo para pôr fim à invasão o mais rapidamente possível, é necessário adotar sanções severas”, disse, em entrevista, o porta-voz do governo japonês, Hirokazu Matsuno.

“Atos hediondos e desumanos estão sendo revelados não apenas em Bucha, mas em muitos outros lugares. A morte de civis inocentes viola o direito internacional e é crime de guerra”, prosseguiu Matsuno.

O Japão adicionou Ekaterina Tikhonova e Maria Vorontsova, filhas de Putin, e Maria Lavrova e Ekaterina Lavrova, mulher e filha, respectivamente, do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, a uma lista que já conta com 499 pessoas.

A maioria dos indivíduos incluídos na lista está ligado à Duma, Câmara Baixa do Parlamento, e às forças militares da Rússia. Tóquio decidiu também adotar sanções adicionais contra 28 empresas e organizações russas, incluindo os bancos Sberbank e Alfa Bank. As sanções nipônicas abrangem atualmente 47 entidades.

Desde o início do conflito, o Japão tem imposto sanções a entidades e cidadãos russos e belarussos, incluindo o presidente da Belarus, Alexandre Lukashenko. As medidas punitivas também afetam as exportações de produtos japoneses, com potencial uso militar, ou de artigos de luxo para a Rússia, as importações russas de certos produtos e as transações com moedas virtuais.

Em 8 de abril, o primeiro-ministro nipônico, Fumio Kishida, anunciou que o Japão iria renunciar à compra de carvão russo e expulsar oito diplomatas daquele país, após denúncias de massacres de civis por tropas russas na região de Kiev.

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia também já haviam anunciado, na semana passada, sanções contra as duas filhas de Putin.

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