Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Voltar Gastos de brasileiros no exterior crescem 27% no 1º semestre

Os gastos dos brasileiros durante viagens no exterior tiveram um aumento de 27% no primeiro semestre de 2023 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento do programa de fidelidade Latam Pass. Os dados foram obtidos com base nas compras de clientes realizadas fora do Brasil com o cartão Latam Pass Itaú, uma parceria entre a marca e a instituição financeira. É apontado que, no caso de clientes que utilizam o cartão do tipo Black, que oferece maior conversão em pontos por dólar gasto, as compras mais que triplicaram no período.

Segundo Martin Holdschmidt, diretor-geral do programa no Brasil, o número reforça o grande interesse de brasileiros por cartões que oferecem vantagens em troca de compras. “É um comportamento que vem se fortalecendo nos últimos anos. Se compararmos o primeiro semestre de 2023 com o mesmo período de 2018, há um crescimento consideravelmente forte principalmente nas emissões do cartão Black”, diz o executivo.

Gastos de estrangeiros

As despesas de estrangeiros no país caíram 2% em junho. No entanto, no mês passado o turista brasileiro gastou US$ 1,9 bilhão no exterior – a maior despesa registrada pelo Banco Central para o mês. De acordo com o BC, viajantes de outros países gastaram US$ 453 milhões no Brasil.

“Não houve nenhum impacto visível em termos de receita”, garantiu o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel.

No primeiro semestre, os estrangeiros desembolsaram US$ 3,5 bilhões. O número representa 28% de tudo que o turista brasileiro gastou em viagens ao exterior no primeiro semestre: US$ 12,4 bilhões. O maior volume já registrado pelo BC.

Apesar da queda da receita com turista estrangeiro em junho, o resultado foi comemorado pelo presidente da Embratur, Flávio Dino. Em um comunicado à imprensa, ele afirmou que a Copa das Confederações contribui para aumentar os ganhos com estrangeiros no semestre.

“Obviamente, a realização da Copa das Confederações no mês de junho contribuiu para acentuar essa curva ascendente”, avalia o presidente da Embratur, Flávio Dino. “Já estávamos batendo o recorde se considerarmos os resultados até maio, mas, com certeza, a Copa das Confederações contribuiu muito nesse caminho, não só pelos dólares que entram nos dias de jogos, mas pela visibilidade que o país ganha”.

O presidente da Embratur disse que “o bom desempenho” deve se repetir em julho por causa da Jornada Mundial da Juventude.

Renda maior

O gasto de US$ 1,9 bilhão dos brasileiros no exterior ajudou a engrossar o rombo das contas externas brasileiras, que representou quase a metade do rombo mês passado, que chegou a US$ 4 bilhões. Nos últimos doze meses, as transações correntes (o resultado de todas as trocas de serviço e do comércio do Brasil com o mundo) estão no vermelho em R$ 72,5 bilhões. Isso equivale a 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Ajudou a engrossar esse rombo as remessas de lucros que as filiais brasileiras mandaram para suas matrizes no exterior. Esse valor foi de US$ 2,2 bilhões: 45% a mais do que o registrado em junho do ano passado.

Por outro lado, o ingresso de investimento estrangeiro direto foi suficiente para cobrir as contas externas em junho. Chegou a US$ 7,2 bilhões no mês passado. No entanto, nos últimos doze meses os investimentos são menores do que o rombo das contas externas porque somam US$ 65,6 bilhões.

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