Sábado, 28 de março de 2026

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Voltar Gastos de brasileiros no exterior atingem o maior índice em 11 anos

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 21,7 bilhões no ano de 2025, o que representa crescimento na comparação com o ano anterior — quando essas despesas somaram US$ 19,7 bilhões. Os dados foram divulgados pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (26).

De acordo com a série histórica revisada do Banco Central, que tem início em 1995, este é o maior patamar desde 2014, ou seja, em 11 anos. O crescimento nos gastos de brasileiros lá fora em 2025 aconteceu em um cenário de aumento do nível de atividade econômica do País, com alta do PIB (Produto Interno Bruto), da renda e, também, de queda da cotação do dólar.

No ano de 2025, houve uma forte desvalorização do dólar no mundo. No Brasil, a moeda norte-americana caiu 11,18% frente ao real. Trata-se do maior recuo em quase 10 anos: em 2016, a queda foi de 17,8%.

Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam gastando menos com esses itens.

A piora das contas externas está relacionada principalmente com o desempenho da balança comercial, que teve superávit de US$59,9 bilhões em 2025 (metodologia de cálculo do BC). Em 2024, o saldo positivo foi maior: US$ 65,9 bilhões.

A conta de serviços, entretanto, que registra receitas e despesas com transportes, seguros, serviços financeiros e viagens internacionais, entre outros, mostrou déficit de US$52,9 bilhões em 2025. Em 2024, o saldo negativo foi de US$ 55,2 bilhões.

Já a conta de renda (primária), que considera remessas de como lucros, dividendos e juros, também mostrou resultado negativo, que totalizou US$ 81,3 bilhões em 2025. No ano anterior, o saldo negativo totalizou US$ 81,3 bilhões.

Alta do IOF

Os gastos também subiram no ano passado apesar do aumento do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) sobre câmbio, anunciado pelo governo em meados de maio — que encareceu a compra de moeda estrangeira.

O IOF subiu para compra de moeda estrangeira em espécie, de 1,1% para 3,5%, assim como para remessas de recurso para conta de brasileiros no exterior. A compra de moeda em espécie e as remessas para contas no exterior eram utilizadas por viajantes para pagarem menos IOF do que no cartão de crédito, que, até era de 3,38%. Essa alíquota também avançou para 3,5%.

Estrangeiros no Brasil

Ao mesmo tempo, os números do BC também mostram um aumento nos gastos de estrangeiros com viagens no Brasil, que somaram US$7,8 bilhões no ano passado — batendo novo recorde.

A série histórica da instituição tem início em 1995. O recorde anterior havia sido registrado em 2024, quando as despesas de estrangeiros no país somaram US$ 7,34 bilhões.

De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil país registrou 9,29 milhões de chegadas de turistas estrangeiros, o maior volume já observado na série histórica. Esse fluxo equivale a quase três mil voos internacionais desembarcando em território brasileiro no período.

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