Domingo, 15 de março de 2026

Domingo, 15 de março de 2026

Voltar Galvão Bueno critica uma Copa do Mundo com 48 seleções

Galvão Bueno está de casa nova. Depois de décadas na Globo, o narrador ficou um ano na Band e agora começa a soltar a voz no SBT. O experiente locutor terá um programa semanal, o Galvão F.C., que é exibido toda as segundas-feiras, às 22h30min.

Empolgado por trabalhar na emissora do “maior comunicador que o Brasil já teve”, Silvio Santos, Galvão projeta a transmissão da Copa de 2026 no SBT, edição que, novamente, diz ser sua última. O locutor de 75 anos ainda falou ao jornal O Estado de S. Paulo sobre Neymar na Seleção, a relação entre a política e o futebol, Fifa, entre outros temas. Leia a seguir, os principais trechos da entrevista.

– Nos últimos tempos, temos assistido às aproximações políticas produzidas no meio da futebol. O presidente da Fifa, Gianni Infantino e Donald Trump, presidente dos EUA, por exemplo. Na CBF, o ‘Estadão’ tem feito reportagens sobre a relação entre o poder em Brasília e a gestão da entidade. Futebol e política devem se misturar? “Não. Absolutamente não. Uma Copa do Mundo com 48 seleções tem algumas muito fracas. Se tornou business em excesso. O mesmo se o Mundial de Clubes fizer o mesmo caminho. A CBF, com a política, pode ter estado mais envolvida, mas não acho (que futebol e política devem se misturar). São coisas completamente distintas. Sobre política, não falo, apesar das minhas posições e convicções. Eu sei que influencio muita gente, por isso não tenho o direito de me manifestar. Além do que, tem uma frase que criei e define bem isso: ‘Falo para um País inteiro, independentemente de raça, credo, cor, ideologias e de preferências pessoais’. Não dá para misturar futebol com política.”

– Há outra frase que você costuma repetir, sobre ser um ‘vendedor de emoções’. O que você pensa sobre a geração atual de narradores? “Tem muita gente boa. Só acho que gritam demais. Isso me incomoda um pouco. Não precisa berrar tanto. Há momentos certos de gritar. É como eu faço, Luciano do Valle fazia. Trabalhei com Cleber Machado e Luís Roberto, dois grandes narradores (hoje na Record e na Globo, respectivamente). Além de ‘vendedor de emoções’, digo que sou um equilibrista. Trabalho no fio da navalha. De um lado estão as emoções, mas do outro lado há a realidade. Esse é o caminho. Você já viu equilibrista nunca cair? Imagina quantas vezes já caí… E quando cai, pede desculpas e segue em frente.”

– Você conta que no Catar, em 2022, conversou com o então presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e sugeriu Ancelotti para técnico da Seleção. Se o Brasil vencer em 2026, você terá a noção de que teve participação nessa conquista? “Alguma participação na contratação pode ter havido. Falei ao Ednaldo que ele deveria ter um técnico engatilhado e nomeá-lo assim que o Brasil fosse eliminado da Copa ou depois que ganhasse o título, dada a saída do Tite. Ele disse que teria de esperar um pouco e me perguntou quem deveria ser o novo técnico. Fiz uma pergunta: ‘Você quer um técnico brasileiro ou atenderá os pedidos por um estrangeiro?’. Ele me disse que queria trazer um estrangeiro, então disse que só havia um: Carlo Ancelotti.”

– Desde 2010, você costuma apontar a próxima Copa como sua última. Em 2026 será sua última de fato? “Em 2010, as pessoas não entenderam. Já havia um acordo com a Globo para parar as narrações após a Copa de 2014, no Brasil, que seria um grande momento. A gente tinha feito um acerto que provavelmente o Tiago Leifert entraria no meu lugar e hoje estamos juntos no SBT. Pedi a palavra para agradecer as 10 Copas do Mundo (somadas até 2010) e dizia que aquela seria minha última Copa narrando fora do Brasil. Depois, a Globo e eu chegamos à conclusão para seguir até a Rússia. Foi ótima, o Arnaldo parou, o Casagrande fez um lindo discurso. Choramos os dois. E fizemos um acordo para seguir até 2022. Mas no Catar disse que estaria me despedindo da narração em TV aberta. Até continuo fazendo transmissão no streaming. Mas acabei voltando para a aberta, com o SBT. O desafio e o prazer são muito bonitos. Trabalhar na emissora do Silvio Santos. Estão me tratando muito bem. É um ambiente diferente e que vale a pena. Não sei o que vou falar depois, mas provavelmente será minha última Copa.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Deixe seu comentário
0 0 votos
Classificação do artigo
Verificação de Email (apenas uma vez)

Após enviar seu primeiro comentário, você receberá um email de confirmação. Clique no link para verificar seu email - depois disso, todos os seus próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

Você só precisa verificar uma vez a cada 30 dias.

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Caiçara Confidencial