Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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Voltar “Free fruits for kids”

Em muitos supermercados australianos (Coles, Aldi, Woolworths) encontramos cestas ou prateleiras com esta placa em cima.

Isto significa “frutas gratuitas para as crianças”. Geralmente é localizada na entrada do estabelecimento, logo depois da cancela principal.

Minha neta Georgia se dirige diretamente para o cesto das bananas. Sua fruta preferida! Poderia escolher uma maça, um pêssego, uma laranja…

A regra é beneficiar crianças com menos de 12 anos.

Do ponto de vista de estratégia de supermercado é uma atitude simpática e acolhedora.

É um sinal de boas vindas! O custo é desprezível. A criança alimentada permite uma tranquilidade maior para os pais fazerem as compras. Os infantes esquecem das bolachas, dos cookies e dos chocolates.

As frutas são excelentes fontes de fibras, vitaminas e minerais. São ricas em cálcio, magnésio, vitaminas C, K, e E.

São essenciais e contribuem para o fortalecimento do nosso sistema imunológico.

É um programa incentivado pelo governo por uma educação alimentar mais saudável. Mas a grande preocupação governamental é enfrentar o desperdício de alimentos. Em especial no setor hortifrutigranjeiro que representa mais de 50% de toda a cadeia alimentar.

O desaproveitamento custa a economia australiana aproximadamente 20 bilhões de dólares ao ano.

A preocupação é tão grande que, agora em 2026, serão introduzidos 3 programas de impacto:

“The Great Unwaste” para conscientização da população evitar o desperdício doméstico.

O “End Food Waste Austrália” que visa melhorar a produtividade e transformar os excedentes em novos produtos.

E o “National Food Waste Strategy” que oferece incentivos fiscais de até 1,2 milhão de dólares para organizações de resgate de alimentos para pessoas de insegurança alimentar.

A nível mundial o desperdício de alimentos é tão grande que atinge a 1,5 bilhão de toneladas anualmente, segundo o “Food Waste Index Report”. É um dado constrangedor e alarmante a respeito da nossa incapacidade de distribuir alimentos e saciar os famintos.

O “Free fruits” tem também como meta conscientizar as crianças desde pequenas sobre este grave problema.

Será que no Brasil esta prática daria certo?!

Sempre existe a esperança que uma grande rede de supermercados copie esta ideia. O custo financeiro seria muito pequeno, mas a abrangência social e educativa seria muito grande.

(Carlos Roberto Schwartsmann – médico e professor universitário)

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