Sábado, 28 de março de 2026

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Voltar Filho de Fernandão, ídolo do Inter, homenageia pai no casamento com retrato em cadeira

Filho do ídolo Colorado Fernandão, Enzo Bizzotto fez uma homenagem ao pai no seu casamento. O meia do Vila Nova-GO colocou o retrato do ex-jogador em uma cadeira com a camisa do time gaúcho e uma rosa.

Fernandão morreu aos 36 anos, em 7 de junho de 2014, após a queda de um helicóptero em Aruanã, Goiás. Ele foi capitão do Inter nos títulos da Libertadores e do Mundial de 2006. Formado nas categorias de base do time em que seu pai é idolatrado, Enzo segue os passos dele no futebol.

Nascido em Marselha, na França, com a infância em Porto Alegre, Enzo se viu no meio de uma rivalidade. Não com o Grêmio, mas em Goiânia. Seu pai foi também um dos maiores ídolos da história do Goiás, mas por parte de mãe, o seu avô, Célio Bizzotto, foi presidente do Vila Nova e influenciou o restante da família a torcer para o Colorado.

Seguindo os passos do pai, Enzo retornou ao futebol goiano para atuar na Aparecidense, onde disputou a Série D e conseguiu se destacar.

O volante então olhou para a capital Goiânia e optou por assinar em definitivo com o Vila Nova. A história construída pelo pai, admite, não o atrapalhou.

“Não pensei nisso (idolatria do pai no Goiás). Eu sou o Enzo e ele foi o Fernando. Se fosse assim, eu ficaria limitado a atuar em apenas três clubes no Brasil, que foram os que ele jogou. Não passou nada assim na minha cabeça. Ele fez a história dele, inclusive no rival, e eu estou muito feliz de estar no Vila Nova. Tenho familiares que torcem para o Vila Nova, meu avô foi presidente do clube. Desde pequeno cresci nesses dois opostos da família”, disse Enzo.

Célio Bizzotto foi presidente do Vila Nova no bicampeonato goiano de 1961 e 1962 e vice-presidente no tri de 1963. Com a família vilanovense, Enzo não hesitou em firmar contrato até novembro de 2027 com o Tigre, onde estreou na partida diante do Athletic.

“Meu avô foi presidente e isso puxou o lado da família da minha mãe para o Vila Nova. Cresci em Porto Alegre, aos poucos perdi a relação no estado, mas meus tios, meu avô, minha avó todos torciam para o Vila Nova. Tive um breve contato com ele, ele tinha Alzheimer quando eu era criança, mas tinha os meus primos e tios. Tenho certeza que eles estão felizes hoje”, completou Enzo.

Revelado na base do Inter, onde começou como atacante, mas recusou para ser volante, Enzo brinca sobre o uniforme vermelho, desta vez do Vila Nova.

“Fiz minha base toda no Inter. Minha esposa é do Sul e disse que estava com saudade de me ver de vermelho”, finalizou Enzo.

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