Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Voltar Filha de Leila Diniz fala que Regina Duarte burlou decisão judicial e não se retratou após uso indevido de imagem da atriz

Regina Duarte publicou uma retratação nas redes sociais nesta semana após ser processada pela diretora Janaína Diniz Guerra, filha da atriz Leila Diniz. A ação por uso indevido de imagem foi motivada por uma publicação na qual Regina insinuava que Leila apoiou a ditadura militar e o golpe de 1964. Regina foi condenada a se retratar, mas a defesa de Janaína entende que a artista burlou a decisão judicial.

A postagem que originou o processo, feita por Regina, consistia em um vídeo de apoio ao golpe militar, que mostrava uma foto de Leila Diniz e outras atrizes, como Eva Todor, Tônia Carrero, Eva Wilma, Odete Lara e Norma Bengell, protestando contra a ditadura. Janaína entrou na Justiça alegando que Duarte inverteu o sentido da foto, e conseguiu o direito a uma retratação pública e a uma indenização de R$ 109 mil, valor contestado pela defesa da atriz.

Ao se retratar, Regina declarou: “Ao publicar em 23 de dezembro de 2022, a matéria/vídeo, que incluía, entre outras, uma foto de domínio público já amplamente divulgada em jornais, livros e internet, eu pensava estar ressaltando o valor e a força da mulher, através daquele grupo de atrizes que eu amava, respeitava e eram para mim um exemplo: lutavam por seus direitos democráticos e liberdade de expressão”.

“O que fiz foi na maior boa fé. Jamais imaginei que alguém pudesse interpretar meu post de forma diferente ou sentir-se prejudicado. Apaguei o vídeo em 10 de março de 2024 e hoje, aqui e agora, penitencio-me por ter usado uma imagem captada em 1968 referindo-se, no vídeo, a um movimento das brasileiras em 1964. Segue então, de forma integral, a sentença dada por juiz leigo e homologada pela Juíza Keyla Blank do 6º. Juizado Especial Cível – RJ”, conclui ela na postagem.

Maria Isabel Tancredo, advogada de Janaína, declarou à coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, que a retratação foi uma tentativa de burlar a decisão da Justiça, pois Regina não disse em nenhum momento que Leila Diniz e as outras atrizes eram contra a ditadura militar.

“É evidente que não cumpre com a obrigação de explicitar aos seguidores da atriz que Leila Diniz nunca apoiou a ditadura militar e que a fotografia utilizada no conteúdo foi, na verdade, feita em um contexto de oposição ao regime e à censura”, disse a advogada.

“Regina Duarte não fez uma retratação determinada pela Justiça, mas uma tentativa de justificar o injustificável. Lembre-se que o vídeo postado era um material em defesa do golpe, às vésperas do 8 de janeiro, com a voz de Jair Bolsonaro defendendo o golpe e a ditadura, e a foto de Leila Diniz aparecia exatamente no momento em que se dizia que as mulheres foram às ruas para pedir o golpe. Não é uma confusão interpretativa, era uma peça de desinformação. As decisões judiciais não existem para serem burladas, mas para serem respeitadas”, completou a defesa de Janaína Diniz.

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