Sábado, 07 de novembro de 2026

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Voltar Exportações do Rio Grande do Sul atingem quase 22 bilhões de dólares em 2024

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 21,9 bilhões no ano passado. O valor representa uma queda de 1,9% em relação ao mesmo período de 2023. Ainda assim, o montante exportado pelo Estado é, em valores nominais, sem considerar a inflação do período, o terceiro maior desde o início da série histórica, em 1997.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do RS.

Apesar da queda das exportações, o percentual negativo do Estado foi inferior à média de todas as unidades da Federação, que contraíram 2,6% no período. No ranking brasileiro de vendas externas, o Estado passou da sexta para a sétima posição, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Pará.

A ordem dos três principais produtos exportados pelo Rio Grande do Sul se manteve a mesma de 2023: soja em grão (US$ 4,6 bilhões), fumo não manufaturado (US$ 2,5 bilhão) e farelo de soja (US$ 1,4 bilhão). A lista dos dez produtos mais vendidos também inclui carne de frango (US$ 1,3 bilhão), cereais (US$ 1 bilhão), celulose (US$ 979 milhões), carne suína (US$ 625,8 milhões), polímeros de etileno em formas primárias (US$ 589,9 milhões), partes e acessórios dos veículos automotivos (US$ 574,2 milhões) e calçados (US$ 568,2 milhões).

Principais destinos 

Em 2024, o Rio Grande do Sul exportou para 194 destinos e, mais uma vez, a China foi o principal deles, com 26,2% do total. União Europeia (12%), Estados Unidos (8,4%), Argentina (5,0%), Coreia do Sul (3,5%), Vietnã (3%), Uruguai (2,6%), Paraguai (2,4%) e Chile (2,3%) também se destacaram entre os mercados compradores de produtos provenientes do Estado.

Os destinos que mais colaboraram para a diminuição das exportações gaúchas no último ano foram União Europeia (menos US$ 342,3 milhões, -11,6%), Indonésia (menos US$ 258,1 milhões, -53,3%), Arábia Saudita (menos US$ 181,5 milhões, -52,7%), Estados Unidos (menos US$ 168 milhões, -8,4%), México (menos US$ 161,5 milhões, -25%) e Reino Unido (menos US$ 78,3 milhões, -34,6%).

Em contrapartida, Coreia do Sul (mais US$ 286,9 milhões, 60,5%), China (mais US$ 242,2 milhões, 4,4%), Filipinas (mais US$ 219,8 milhões, 194,2%), Irã (mais US$ 172,2 milhões, 56,9%), Iraque (mais US$ 136,5 milhões, 92,1%) e Egito (mais US$ 91,3 milhões, 52,4%) contribuíram para mitigar a queda das exportações.

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