Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Voltar Exportações brasileirs de café caem 31% em janeiro e prejudicam receita

As exportações de café brasileiro e a receita do negócio abriram o ano em queda. O País embarcou 2,78 milhões de sacas de 60 kg do grão em janeiro de 2026, um recuo de 30,8% em relação aos 4,016 milhões de sacas registrados no primeiro mês do ano passado. Já a receita caiu 11,7%, totalizando US$ 1,175 bilhão. Os dados são do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgado nesta terça-feira (10).

Apesar do resultado pior que o do ano passado, o café arábica seguiu liderando as exportações brasileiras, com 2,35 milhões de sacas embarcadas. O volume respondeu por 84,4% do total exportado, mas representou uma queda de 29,1% em relação a janeiro de 2025.

O café solúvel aparece em segundo lugar na pauta, mesmo com retração na comparação anual. No primeiro mês do ano, os embarques somaram 249,1 mil sacas, o equivalente a 9% das exportações totais.

Já os cafés canéforas (conilon e robusta) registraram exportações de 181,6 mil sacas, volume 45,6% menor na comparação com janeiro de 2025 e com participação de 6,5% no total.

Márcio Ferreira, presidente da entidade, explica que a queda nos preços internacionais da commodity, na bolsa de Nova York, causaram a perda de caixa com as exportações. Os recuos no valor do grão ficaram mais acentuados nos primeiros dias de fevereiro, depois que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a projeção de safra 2026/2027 para mais de 66 milhões de sacas.

Além disso, Ferreira atenta para um momento de estoques limitadas do café arábica, enquanto o café canéfora (conilon e robusta) abastece a indústria nacional. Outro fator que segurou as exportações é a capitalização do produtor.

“Vivemos um cenário de produtores capitalizados em função dos bons preços nos últimos anos, estoques de arábica limitados no período de entressafra e os cafés conilon e robusta sendo utilizados para suprir, majoritariamente, o mercado interno. Esse contexto é o que vem ocasionando a redução acentuada nos volumes negociados com o exterior”, detalha o presidente, em nota.

Ferreira não está otimista e crê que a tendência de menores estoques deve permanecer até a entrada da próxima safra. Por outro lado, no exemplo do conilon e do robusta, à medida que se aproxima a nova safra, a partir de maio, já é notada uma possibilidade de recuperação das exportações.

Café brasileiro pelo mundo

A Alemanha liderou as compras de café brasileiro no mês passado, com a importação de 391,7 mil sacas, volume que representou 14,1% do total exportado. Apesar da liderança, o resultado indica queda de 16,1% na comparação com janeiro de 2025.

Na sequência, os Estados Unidos ficaram em segundo lugar no ranking, ao adquirir 385,8 mil sacas, o equivalente a 13,9% das exportações brasileiras, mas com recuo expressivo de 46,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Completam o top 5 dos principais destinos a Itália, Bélgica, e o Japão.

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