Quinta-feira, 13 de junho de 2024

Quinta-feira, 13 de junho de 2024

Voltar Exportação de carne bovina do Brasil cresce 4% com ajuda dos EUA, diz associação do setor

A exportação de carne bovina do Brasil somou 2,25 milhões de toneladas de janeiro a novembro, crescimento de 4% ante o mesmo período do ano passado, com impulso de compras dos Estados Unidos que compensaram menores embarques para a China, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

O crescimento nos embarques para os EUA de cerca de 118 mil toneladas, no acumulado do ano em relação ao mesmo período do ano passado, é maior do que o aumento de 94,6 mil toneladas das exportações totais brasileiras da carne em 2023 até novembro.

Os EUA enfrentam um ciclo de oferta de gado mais baixa, o que tem elevado os custos para empresas e consumidores, abrindo um espaço maior para o Brasil, que é sede de empresas como JBS e Marfrig que têm operações importantes no território no norte-americano.

O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, está enfrentando preços mais baixos no mercado internacional, o que fez a receita total com as exportações cair 20% no acumulado do ano até novembro, para US$ 9,75 bilhões (R$ 47,86 bilhões), segundo dados do governo compilados pela Abrafrigo.

No acumulado do ano, os preços médios caíram para US$ 4.329 (R$ 21.248,03) a tonelada, versus US$ 5.670 (R$27.830,06) por tonelada em 2022.

A China continua a ser o principal cliente do Brasil na exportação de carne bovina, mas comprou 7,5% a menos do que em 2022 até novembro, pagando preços que caíram de US$ 6.510 (R$ 31.953,03) no ano passado para US$ 4.790 (R$ 23.510,76) por tonelada em 2023, com redução de 26,4% na receita acumulada até agora.

A participação chinesa no total exportado caiu de 53,2% no ano passado para 48,4% em 2023, disse a associação.

Já os EUA se consolidaram como o segundo maior cliente do país neste ano.

Em 2023, a exportação para os norte-americanos cresceu 68,2%, para 291.060 toneladas, mas os preços não acompanharam o salto nos volumes, limitando o avanço na receita para US$ 944,6 milhões (R$ 4,636 bilhões), alta de aproximadamente US$ 40 milhões (R$ 196,33 milhões), segundo os dados apresentados pela Abrafrigo.

Chile, Hong Kong e Emirados Árabes Unidos aparecem entre os maiores compradores de carne bovina do Brasil, após China e Estados Unidos.

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