Sexta-feira, 10 de abril de 2026
Por Redação Rádio Caiçara | 10 de abril de 2026
O Exército Brasileiro prendeu nesta sexta-feira (10) três militares que integram o grupo de sete condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no núcleo 4 da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 no Brasil.
Um dos condenados, o coronel Reginaldo Abreu está foragido nos Estados Unidos. Os réus foram acusados de disseminar notícias falsas para criar instabilidade institucional que favorece uma tentativa de golpe de Estado.
Os presos são:
– Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército. Ficará preso no 38º Batalhão do Exército de Vila Velha (ES).
– Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército. Ficará preso no Batalhão do Exército em Brasília.
– Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército. Também cumprirá pena no Batalhão do Exército em Brasília.
Militares da ativa possuem o direito de cumprir prisão provisória ou pena em estabelecimento militar, e não em presídios civis. A custódia é, portanto, de responsabilidade da própria Força, muitas vezes em unidades da Polícia do Exército.
Por isso, no caso dos três militares, a responsabilidade da prisão é do Exército Brasileiro, e não da PF (Polícia Federal). A PF será responsável por prender os demais condenados que não são militares.
O policial federal Marcelo Bormevet está preso desde 2024. Ele passou a cumprir a pena de forma definitiva nesta sexta.
Ao todo, sete réus foram condenados no núcleo 4: Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Reginaldo Abreu, coronel do Exército (está foragido nos Estados Unidos); Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal (já está preso desde 2024 e passou a cumprir pena definitiva de forma automática); Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército; Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (também está foragido, no Reino Unido); e Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército.
Condenação pelo STF
Os réus foram condenados pelo Supremo em 21 de outubro do ano passado. Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), eles usaram a estrutura da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para espionar adversários políticos, criar e espalhar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades que ameaçavam os interesses golpistas.
As penas variam de 7 a 17 anos de prisão, além do pagamento de multa e outras medidas.
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