Quinta-feira, 30 de maio de 2024

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Voltar Ex-presidente americano Donald Trump comparece a tribunal pela terceira vez em quatro meses, rejeita todas as acusações e tem novo julgamento marcado para o dia 28

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump se declarou inocente das acusações de que conspirou para permanecer no cargo e para reverter o resultado da eleição de 2020. Em audiência de 30 minutos, diante da juíza Moxila Upadhyaya, ele se posicionou oficialmente ao ser questionado sobre as quatro acusações: “Inocente”, respondeu.

O tribunal estava a poucos metros do Capitólio, invadido por uma multidão de apoiadores, o dia 6 de janeiro de 2021, um ataque que, segundo os investigadores, foi insuflado pelo discurso do ex-presidente – o ataque deixou cinco mortos e rendeu mais de mil indiciamentos.

Foi a terceira vez em quatro meses que Trump teve de comparecer perante um juiz por acusações criminais. Em março, ele foi indiciado por falsificar documentos que envolvem o pagamento pelo silêncio de Stormy Daniels, uma atriz pornô que teve com ele um caso extraconjugal. Em junho, ele virou réu de novo, desta vez por esconder em sua mansão na Flórida documentos secretos do governo.

Trump deixou o tribunal com um pequeno revés. A juíza Upadhyay ordenou que ele não falasse sobre o caso com nenhuma testemunha e marcou a data da primeira audiência com a juíza de primeira instância Tanya Chutkan para o dia 28 de agosto.

Derrota

John Lauro, advogado de Trump, reclamou do prazo curto. Ele disse que os procuradores tiveram anos para investigar o assunto e se queixou de que ele e seus colegas precisariam de tempo para defender o ex-presidente – a estratégia da defesa tem sido protelar ao máximo a data dos julgamentos, de preferência para depois das eleições.

Lauro deve apresentar um pedido de adiamento à juíza de primeira instância em até cinco dias. Durante a semana, ele sugeriu que a estratégia de defesa será alegar que o indiciamento é um ataque à Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão.

Na última quinta (3), no entanto, William Barr, ex-secretário de Justiça, fez estragos na defesa de Trump ao afirmar, em entrevista ao programa The Source, da CNN, que o republicano tinha consciência da derrota para Joe Biden – o que mostra a intenção de fraudar a eleição e enfraquece o argumento de que ele estava apenas exercendo seu direito de expressão.

Mudança

Outra reclamação dos advogados de Trump e o local do julgamento. Na eleição de 2020, Trump teve apenas 5% dos votos em Washington, o que tornaria um júri formado por cidadãos da capital, segundo Lauro, altamente parcial.

Um dos objetivos da defesa, portanto, seria retirar o julgamento da cidade. Um dos locais sugeridos por Lauro seria o Estado de Virgínia Ocidental, bem mais conservador, onde Trump venceu com quase 70% dos votos. Especialistas, porém, dizem que é improvável qualquer mudança de local.

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