Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Voltar Estrangeiros respondem por 72% do patrimônio de fundos de participações

Investidores estrangeiros tinham R$ 520,5 bilhões em Fundos de Investimento em Participações (FIPs), o equivalente a 71,8% do patrimônio líquido desses fundos até junho. A informação é da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), que lançou uma nova base de dados sobre o tema.

“Observar que os investidores não residentes são aqueles que mais buscam os FIPs é relevante, porque mostra o quanto outros países acreditam no potencial das empresas brasileiras”, diz o vice-presidente da associação, Sergio Cutolo.

Em junho deste ano, a indústria de fundos já contava com 1.566 FIPs. Os dados mostram ainda que das 555 empresas investidas no segundo trimestre deste ano, o setor de energia foi mais procurado pelos gestores que o de bens de capital. É a primeira vez, desde o início de 2022, que isso acontece. Somados, esses setores correspondem a quase 50% das companhias selecionadas para receber R$ 16,7 bilhões em investimentos no trimestre.

O que são

Como o nome sugere, o FIP é um fundo que tem o objetivo de investir em empresas, que podem ser de capital aberto ou fechado. Ou seja, para receber recursos desses fundos, a organização não precisa, necessariamente, já ter feito o seu IPO (oferta pública de ações) na Bolsa de valores.

Quando investem em empresas de capital fechado, os FIPs também são chamados de fundos de private equity. Esse tipo de fundo investe em negócios com bom potencial de desenvolvimento e que estejam em um momento de expansão (como startups, por exemplo) ou de reestruturação das atividades.

Em relação ao formato, esse tipo de fundo é estruturado como um condomínio fechado. Isso significa que os investidores só podem resgatar as suas participações no vencimento pré-estabelecido ou se uma assembleia de cotistas deliberar por sua liquidação.

Para as empresas, captar recursos por meio de FIPs é uma alternativa de financiamento dos projetos menos onerosa do que fontes externas, como bancos, por exemplo. Para o investidor, dependendo do projeto financiado, pode ser uma forma de obter rentabilidade superior a outros ativos de renda variável. Logicamente, o grau de risco também é maior, pois trata-se de investimentos que necessitam de prazos mais longos para alcançarem a maturidade.

A constituição, funcionamento e administração dos fundos de investimento em participações estão dispostos na Instrução CVM 578/2016.

Para formar o seu patrimônio, um FIP investe em títulos emitidos por empresas, como ações (no caso de companhias de capital aberto), debêntures simples, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários, entre outros que possam ser conversíveis ou permutáveis em ações de emissão dessas companhias.

Quanto à sua composição, para que seja classificado como fundo de investimento em participações, ele precisa ter ao menos 90% de seu patrimônio aplicado nesse tipo de ativo. Para atender a esse limite mínimo, o FIP também poderá investir em cotas de fundos de ações ou de outros FIPs do mercado. Ainda, se o fundo contar com recursos de órgãos de fomento, poderá contrair empréstimos dessas entidades, desde que o valor não ultrapasse 30% de seus ativos.

Outro aspecto sobre a composição desses fundos diz respeito à proibição de realizar operações com derivativos.

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