Quinta-feira, 19 de maio de 2022

Quinta-feira, 19 de maio de 2022

Voltar Estados Unidos avaliam que a China se absteve de ajudar a Rússia

Dois meses depois de alertar que a China parecia pronta a ajudar a Rússia em sua luta contra a Ucrânia, altos funcionários dos EUA dizem que não detectaram nenhum apoio militar e econômico aberto de Pequim, um fato bem-vindo na tensa relação entre os EUA e a China.

Autoridades americanas disseram à Reuters nos últimos dias que continuam desconfiadas a respeito do apoio da China à Rússia em geral, que vem de há muito tempo, mas admitiram que a ajuda militar e econômica que preocupava Washington não aconteceu, pelo menos por enquanto. O alívio vem em um momento crucial.

O presidente dos EUA, Joe Biden, se prepara para uma viagem à Ásia no fim deste mês, cuja agenda será dominada pela questão de como lidar com a ascensão da China. Seu governo também está prestes a divulgar sua primeira estratégia de segurança nacional sobre a emergência da China como uma grande potência.

“Não vimos a China fornecer apoio militar direto à guerra da Rússia na Ucrânia ou se envolver em iniciativas sistemáticas para ajudar a Rússia a escapar de nossas sanções”, disse um funcionário do governo Biden. “Continuamos a monitorar a China e qualquer outro país que possa dar apoio à Rússia ou de qualquer outra forma se furtar às sanções dos EUA e seus parceiros.”

Além de evitar dar um apoio direto ao esforço de guerra da Rússia, a China tem se esquivado de fechar novos contratos entre suas refinarias estatais de petróleo e a Rússia, apesar dos grandes descontos. Em março, o grupo estatal Sinopec suspendeu negociações sobre um grande investimento petroquímico e um empreendimento de comercialização de gás na Rússia.

No mês passado, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas saudou a abstenção da China na votação de resoluções da ONU que condenavam a invasão da Ucrânia pela Rússia. Classificou isso como uma “vitória”, ao ressaltar que forçar Pequim a adotar um ato de equilíbrio entre a Rússia e o Ocidente pode ser o melhor resultado para Washington.

Ainda assim, a China se recusa a condenar as ações da Rússia na Ucrânia e tem criticado as sanções do Ocidente contra Moscou. O volume de comércio entre a Rússia e a China também deu um salto no primeiro trimestre, e os dois países declararam uma parceria “sem limites” em fevereiro.

Na última segunda-feira (2), a embaixada de Pequim em Washington divulgou um boletim em que acusa os EUA de espalhar “falsidades” para desacreditar a China com relação à Ucrânia, inclusive por meio de um vazamento para a imprensa em março que afirmava que a Rússia tinha procurado ajuda militar chinesa. A embaixada observou que desde então as autoridades dos EUA já disseram que não observaram nenhuma evidência de que a China fornecesse tal apoio.

O próprio Biden não fala sobre a China ajudar a Rússia desde 24 de março, quando disse que em um telefonema com o presidente chinês, Xi Jinping, “se certificou de que ele entendia as consequências”. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse à Comissão de Relações Exteriores do Senado na semana passada que até o momento não foi detectado um apoio significativo da China às ações militares da Rússia.

Bonnie Glaser, do think tank German Marshall Fund of the United States, disse que as duras advertências dos EUA e da União Europeia deram bom resultado até agora. “Existe uma transmissão consistente da mensagem de que, se a China fizer isso, enfrentará graves consequências. Parece que até agora os chineses não o fizeram. É possível que eles planejassem oferecer assistência militar e tenham mudado de ideia.”

Biden visitará Tóquio e Seul no que será sua primeira viagem à Ásia como presidente – que não incluirá uma parada na China. Ele também se encontrará com dirigentes indianos e australianos, durante uma reunião em Tóquio do Diálogo de Segurança Quadrilateral, mais conhecido como “Quad”, um fórum informal entre EUA, Austrália, Japão e Índia.

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Anitta expõe conversa que teve com Leonardo DiCaprio sobre o Brasil, e Bolsonaro rebate
Dezesseis países proíbem totalmente o aborto. Veja onde as leis são mais rígidas
Deixe seu comentário

No Ar: SHOW DA TARDE